Benfica aumenta lucros na época do 37.º título. Receitas atingem recorde

A SAD encarnada fechou a última época com lucros de 29,4 milhões de euros. As receitas ascenderam a 263 milhões de euros, o que corresponde ao valor mais elevado de sempre.

O Benfica venceu nos relvados, sagrando-se campeão nacional pela 37.ª vez, mas também brilha nas contas. Fechou a última temporada com resultados líquidos positivos de quase 30 milhões de euros, beneficiando de um valor recorde de receitas. Faturou, em termos operacionais, 165,7 milhões de euros, ganhando 263,3 milhões já considerando a venda de jogadores.

“O resultado líquido do período ascende a 29,4 milhões de euros, o que corresponde a uma melhoria de 42,8% face ao período homólogo, ao sexto exercício consecutivo em que a Benfica SAD apresenta lucro e ao seu segundo melhor resultado de sempre”, diz a SAD em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“De realçar que os últimos quatro exercícios correspondem aos quatro melhores resultados líquidos da Benfica SAD, designadamente, 44,5 milhões de euros (2016/17), 29,4 milhões de euros (2018/19), 20,6 milhões de euros (2017/18) e 20,4 milhões de euros (2015/16)”, destaca.

Estes lucros foram alcançados numa época marcada por receitas recorde. “Os rendimentos operacionais (excluindo transações de direitos de atletas) atingem os 165,7 milhões de euros, o que corresponde ao valor mais elevado de sempre alcançado pela Benfica SAD e representa um crescimento de 36,3% face ao período homólogo”, nota o Benfica. A explicação está na “entrada em vigor do novo critério de distribuição de prémios nas competições europeias da UEFA“.

70 milhões de jogadores

A SAD contou ainda com receitas resultantes da venda de jogadores. “Os rendimentos com transações de direitos de atletas ultrapassam os 70 milhões de euros, justificado pelos ganhos obtidos com os jogadores Raúl Jiménez, Luka Jovic e Anderson Conceição (Talisca), os quais se encontravam cedidos na época 2018/19, tendo sido exercidas as opções de compra”, diz.

Com jogadores, “os rendimentos totais superam os 263,3 milhões de euros, o que representa um crescimento de 27,7% face ao período homólogo e corresponde ao valor mais elevado de sempre alcançado pela Benfica SAD, ultrapassando inclusivamente o montante de 253,5 milhões de euros obtido em 2016/17″, diz.

Passivo encolhe. Capitais próprios crescem

A Benfica SAD nota que o ativo superou a fasquia dos 500 milhões, isto ao mesmo tempo que o passivo diminuiu 13,7 milhões de euros para 384 milhões, fruto da “variação das rubricas de empréstimos obtidos e de fornecedores e outros credores”. Deste modo, os “capitais próprios atingiram os 116,2 milhões de euros à data de 30 de junho de 2019, o que significa que foi alcançado um importante marco para a Benfica SAD: o valor dos capitais próprios ultrapassa o seu capital social, que corresponde a 115 milhões de euros”.

“A evolução dos capitais próprios neste exercício equivale a uma melhoria de 29,4 milhões, o que corresponde ao sexto exercício consecutivo em que a situação líquida apresenta uma variação positiva. De realçar que, no decurso dos últimos seis anos, o valor acumulado da recuperação do capital próprio da Benfica SAD já ultrapassa os 140 milhões de euros”, conclui a SAD.

(Notícia atualizada ás 19h47 com mais informação)

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