Últimos cinco anos terão sido os mais quentes de sempre, segundo a ONU

  • Lusa
  • 22 Setembro 2019

Os cinco anos de 2015 a 2019 devem constituir o período mais quente dos registos, depois das temperaturas elevadas deste verão, indicou a ONU, na véspera de uma cimeira sobre o clima.

Os cinco anos de 2015 a 2019 devem constituir o período mais quente dos registos, depois das temperaturas elevadas deste verão, indicou este domingo a ONU, na véspera de uma cimeira sobre o clima em Nova Iorque. A temperatura média no período 2015-2019 deve ser mais alta 1,1ºC em relação ao período 1850-1900, indica o relatório divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Os últimos dados confirmam a tendência dos quatro anos anteriores, que já eram os mais quentes desde 1850. O mês de julho de 2019, marcado por várias vagas de calor na Europa, bateu o recorde absoluto de temperatura.

As emissões de gases com efeito de estufa aumentaram e em 2019 devem ser “pelo menos tão elevadas” quanto em 2018, dizem os cientistas que trabalharam neste relatório para a ONU. A concentração de CO2 (dióxido de carbono) na atmosfera deve atingir um novo pico no final de 2019, de acordo com os dados preliminares.

Com os compromissos atuais dos países para reduzirem as emissões de gases com efeito de estufa, o planeta vai estar mais quente de 2,9 a 3,4ºC até 2100. Os esforços anticarbono dos países devem ser multiplicados por cinco para conter o aquecimento a 1,5ºC, como prevê o acordo de Paris de 2015 ou, no mínimo, multiplicados por três para ficar em 2ºC, o limite máximo estipulado no texto.

O fosso nunca foi tão grande entre o que o mundo deseja alcançar e a realidade dos planos climáticos dos países”, alerta o relatório. É esse afastamento que o secretário-geral da ONU, António Guterres, quer combater ao receber cerca de 60 líderes mundiais na segunda-feira numa cimeira sobre o clima, na véspera da Assembleia Geral das Nações Unidas.

O relatório refere ainda que a subida do nível dos oceanos também acelerou. Na última década, o ritmo aumentou para quatro milímetros por ano, em vez de três por ano, devido ao derretimento acelerado das calotas glaciares nos polos norte e sul, confirmadas por vários estudos e observações por satélite.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Últimos cinco anos terão sido os mais quentes de sempre, segundo a ONU

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião