Vídeo: Carolina Beatriz Ângelo desafiou a lei, e foi a primeira mulher a votar… em 1911

Era médica, e uma das principais caras do movimento sufragista português, no inicio do séc. XX. Em 1911, contornou a lei e conseguiu ser a primeira mulher a votar.

Nasceu na Guarda em abril de 1878, e cresceu num ambiente familiar liberal que lhe permitiu seguir os estudos até se formar em medicina, em Lisboa. Foi a primeira mulher a operar no Hospital de São José, e mais tarde, a primeira a votar.

Começou a fazer parte de vários movimentos feministas, chegando a ser fundadora da Liga Republicada das Mulheres Portuguesas. Nas eleições de 1911, um ano depois da Implantação da República, dirigiu-se às urnas e votou. Mas não foi assim tão fácil.

A primeira lei eleitoral dava o direito de voto a todos os cidadãos que fossem “maiores de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família”. Excluía, por lapso, qualquer menção ao género do votante. Carolina Beatriz Ângelo aproveitou essa lacuna, e uma vez que era viúva com uma filha, preenchia todos os requisitos pautados pela lei. Ainda assim, o pedido de inclusão no recenseamento eleitoral foi recusado pela comissão recenseadora, o que a levou a recorrer ao tribunal. O juiz decidiu a favor de Carolina que, a 28 de maio de 1911, foi a primeira mulher portuguesa a votar.

Em 1913, a lei foi corrigida. A ambiguidade que permitiu a Carolina Beatriz Ângelo votar, foi corrigida. Ficou então determinado que os eleitores seriam “são eleitores de cargos legislativos os cidadãos portugueses do sexo masculino maiores de 21 anos”. A lei foi mudando ao longo dos anos, mas só em 1975, depois do 25 de abril, foram abolidas restrições ao voto com base no género.

Este vídeo conta a história de Carolina Beatriz Ângelo de forma mais aprofundada, bem como a história de outras mulheres que à data lutaram pelo direito de votar.

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