Brexit: Indústria automóvel europeia adverte para efeitos catastróficos de saída sem acordo

  • Lusa
  • 23 Setembro 2019

O presidente da associação da indústria automóvel alemã considera que as indústrias do Reino Unido e da UE "seriam gravemente penalizados" pela aplicação de taxas e impostos às peças e veículos.

A indústria automóvel europeia advertiu esta segunda-feira para os efeitos catastróficos de um potencial Brexit sem acordo, considerando que um “no deal” representaria um “sismo” no fabrico de veículos na Europa.

“A partida do Reino Unido da União Europeia (UE) sem acordo desencadearia um sismo para as condições comerciais, com o risco de milhares de milhões de euros de impostos afetarem a escolha dos consumidores dos dois lados [do canal] da Mancha”, refere a Associação Europeia dos Construtores Automóveis (ACEA) e 21 associações nacionais num comunicado conjunto.

“O Brexit não é só um problema britânico, estamos todos preocupados na indústria automóvel europeia”, declarou Christian Peugeot, presidente do Comité de construtores de automóveis franceses (CCFA), citado no comunicado.

As indústrias automóveis da UE e do Reino Unido precisam de um comércio sem feridos e seriam gravemente penalizados pela aplicação de taxas e impostos administrativos sobre as peças e os veículos”, estima Bernhard Mattes, presidente da associação da indústria automóvel alemã (VDA), que insta Londres e a UE a tomarem “todas as medidas necessárias para evitar um Brexit sem acordo.

As associações de construtores europeus avaliam em cerca de 5,7 mil milhões de euros o sobrecusto associado aos direitos aduaneiros adicionais em caso de Brexit sem acordo.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Brexit: Indústria automóvel europeia adverte para efeitos catastróficos de saída sem acordo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião