Falência da Thomas Cook deixa 500 britânicos “encurralados” no Algarve

Governo revela ao ECO que há 500 britânicos afetados pela falência da operadora de viagens no Algarve.

A falência da operadora de viagens Thomas Cook, anunciada esta madrugada, surpreendeu centenas de milhares de turistas, que se encontravam a gozar os pacotes de férias da empresa britânica. Haverá 600 mil turistas por repatriar um pouco por todo o mundo, e também em Portugal. Governo diz que há 500 britânicos no Algarve afetados pela falência da Thomas Cook.

“Segundo a informação da embaixada britânica, há 500 pessoas afetadas no Algarve”, revelou o gabinete da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, ao ECO. Esses turistas britânicos deverão, agora, voltar ao seu país de origem através da operação de repatriamento realizada pelo Executivo britânico.

Ainda que, de acordo com a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), não haja portugueses implicados nesses 600 mil turistas por repatriar, o Governo afirma que, “no que toca a turistas portugueses que tenham adquirido pacotes da Thomas Cook, foram já acionados os mecanismos de informação e apoio ao consumidor“.

“Estão a ser feitos pontos de situação com as diversas regiões, em particular no Algarve e na Madeira, e com operadores turísticos, no sentido de apurar os efeitos da falência do operador turístico Thomas Cook em Portugal quer sobre os turistas, quer sobre as empresas portuguesas”, refere o gabinete da secretária de Estado do Turismo, acrescentando que está a “acompanhar de perto e em permanência” a situação da Thomas Cook.

Recordando que o mercado do Reino Unido tem exibido um “comportamento muito positivo” — com um crescimento de 5,8% de hóspedes até julho, em particular no Algarve — o Executivo afirma, ainda, que Portugal continua empenhado “em manter e reforçar a competitividade e acessibilidade ao destino e às regiões turísticas”.

(Notícia atualizada às 12h51)

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