Nissan e Carlos Ghosn chegam a acordo com a SEC

O regulador norte-americano avançou com processos contra a Nissan e os seus gestores por falhas nas declarações financeiras. Gohsn aceitou pagar um milhão de dólares para travar acusações.

Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan, aceitou pagar um milhão de dólares e ficar inibido de exercer funções durante dez anos para liquidar as acusações de fraude apresentadas pela Comissão de Valores Mobiliários.

O regulador do mercado norte-americano, a SEC, anunciou esta segunda-feira que avançou com processos contra a Nissan e os seus gestores por falhas nas declarações financeiras. A Comissão de Valores Mobiliários chegou a acordo com a Nissan, Carlos Ghosn e Greg Kelly, antigo administrador da fabricante automóvel japonesa, sem que os dirigentes assumissem ou negassem a culpa para o processo, escreve o Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

Perante este acordo, a Nissan vai pagar 15 milhões de dólares para pôr fim às acusações de falsas declarações. Por outro lado, também Greg Kelly aceitou pagar 100 mil dólares, ficando ainda proibido de exercer funções de gestão durante cinco anos e suspenso da advocacia pelo mesmo período.

Este acordo surge após o regulador do mercado norte-americano ter descoberto que Carlos Gohsn, Greg Kelly e a Nissan ajudaram a esconder cerca de 140 milhões de dólares. Nenhum dos três admitiu as acusações.

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