Rui Rio sobre familygate: “PS olha para o Estado como uma espécie de dono disto tudo”

"Nenhum partido é virgem nisto", reconhece o presidente do PSD, mas "o PS normalmente exagera". É "jobs for the boys", acusa o presidente do PSD.

Rejeitando comentar o “caso concreto” de José Artur Neves, o líder social-democrata, Rui Rio, disse que o PS tem tendência para ver o Estado como o “dono disto tudo”. “É jobs for the boys“, acusa o presidente do PSD, no debate frente ao primeiro-ministro António Costa, transmitido esta segunda-feira pelas rádios Antena 1, TSF e Renascença em simultâneo.

“O PS desde sempre historicamente olha para o Estado como uma espécie de dono disto tudo. Temos alguns casos de nomeação de militantes e simpatizantes do PS para algumas funções. Em alguns casos, até de familiares”, afirma Rui Rio, referindo-se ao caso do familygate.

A acusação do líder do PSD mereceu resposta: “absolutamente infundado”, disse António Costa. “Num conjunto de 62 gabinetes com mais de 500 pessoas houve três casos de familiares e em nenhum caso houve nomeação por serem familiares”, refere. E, recordando um caso que envolveu Rui Rio quando estava na presidência da Câmara Municipal do Porto, com a alegada nomeação de uma irmã de um militante, falou em ética.

“Nunca dei lições de ética a ninguém. Mas também não recebo lições de ética de ninguém, muito menos do Dr. Rui Rio”, remata António Costa.

Rui Rio acusou o PS, mas também não retirou o PSD da equação. “Nenhum partido é virgem nisto”, reconhece. O problema é que “o PS normalmente exagera”, acrescentou.

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