Reino Unido diz que resgatar Thomas Cook seria dar “bom” dinheiro a “mau” negócio

Para o Governo britânico, tratava-se de um negócio que não atendia às necessidades dos seus clientes. Resgatar a operadora de viagens seria, por isso, "um desperdício de dinheiro".

O Governo britânico decidiu que não fazia sentido resgatar a operadora de viagens Thomas Cook, pois seria um “desperdício de dinheiro”. Os contribuintes estariam a dar “bom” dinheiro a um negócio que não atendia às necessidades dos seus clientes, considera o Reino Unido.

“Existem todos os tipos de rumores. O facto é que 200 milhões são até uma subestimação do que a Thomas Cook precisaria apenas por um período muito curto, nas próximas duas semanas”, disse a secretária de Estado britânica dos Negócios, Andrea Leadsom, à Sky News.

“A Thomas Cook está a tentar pagar dívidas de 1,7 mil milhões de libras e teria sido um desperdício de dinheiro dos contribuintes lançar dinheiro bom atrás de mau“, acrescentou.

Leadsom afirmou, ainda, que pediu ao serviço de insolvência para apresentar a sua investigação aos administradores e aos eventos que antecederam o colapso. Isto para apurar se houve, de facto, alguma irregularidade, algo que poderia ter sido feito de maneira diferente e que poderia ter evitado a falência da empresa britânica, avança a Reuters.

Ao fim de quase 180 anos de história, a Thomas Cook — uma das empresas de viagens mais antigas do mundo — fechou esta segunda-feira portas, depois de não ter conseguido encontrar fundos necessários para garantir a sua sobrevivência, anunciou o operador turístico.

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