Mota-Engil fecha contrato de 122 milhões para a recolha de resíduos no Brasil

A construtora portuguesa, através da subsidiária Consita, assinou um contrato para a recolha de resíduos em Brasília. Os trabalhos terão a duração de cinco anos.

A Mota-Engil assinou um contrato de 122 milhões de euros no Brasil, anunciou a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Este acordo tem efeito ainda este mês, terá a duração de cinco anos e passa pela recolha de resíduos e limpeza de vias em Brasília.

“A Mota-Engil informa sobre a assinatura, pela Consita, a sua subsidiária na área de ambiente e serviços no Brasil, de um contrato para a recolha de resíduos no Distrito Federal (Brasília)”, refere o documento. O contrato totalizará cerca de 122 milhões de euros e contemplará a “recolha de resíduos, recolha seletiva, limpeza manual e mecânica, lavagem de vias, entre outros serviços”.

Os trabalhos, correspondentes ao lote três de um concurso abrangente para a recolha de resíduos em todo o Distrito Federal, “terão a duração de cinco anos e terão início no presente mês de outubro”.

Com a assinatura de mais um acordo no Brasil, a área de ambiente e serviços na América Latina da Mota-Engil acumula este ano um crescimento de cerca de 150 milhões de euros da sua carteira de encomendas.

A nível mundial, esta área regista já cerca de quatro mil milhões de euros de volume de negócios a executar, dos quais 850 milhões correspondem a carteira de encomendas em contratos de prestação de serviços e 3,15 mil milhões ao volume de negócios estimado para os períodos das concessões ambientais em exploração pela construtora.

Na totalidade das geografias, a Mota-Engil registou nos primeiros seis meses do ano vendas na ordem dos 1.344 milhões de euros. Um resultado corresponde a um crescimento de 7% face a igual período do ano passado e que foi impulsionado pelo negócio registado pela construtora portuguesa nos mercados africanos. Já o resultado líquido atribuível ao grupo cresceu 42%, atingindo os oito milhões de euros.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Mota-Engil fecha contrato de 122 milhões para a recolha de resíduos no Brasil

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião