Professores voltam a fazer greve ao trabalho suplementar a partir da próxima semana

Tal como tinham ameaçado em setembro, os professores vão avançar com mais uma greve ao trabalho suplementar este mês. O alvo principal são as reuniões de avaliação intercalar dos alunos.

Um dia depois das eleições legislativas, os professores voltam à luta contra o trabalho suplementar e em defesa da semana de trabalho de 35 horas. Esta segunda-feira, as organizações sindicais que representam os docentes entregaram no Ministério da Educação um pré-aviso de greve ao trabalho em excesso, estando o arranque do protesto agendado para 14 de outubro.

“O pré-aviso de greve entregue hoje [segunda-feira] no Ministério da Educação destina-se a garantir que o horário semanal dos docentes seja, efetivamente, de 35 horas, bastando, para tanto, que os professores façam greve sempre que lhes for atribuída atividade que faça exceder, em cada semana, aquele número de horas de trabalho”, lê-se no comunicado divulgado pela Federação Nacional dos Professores.

“A greve convocada através deste pré-aviso incide sobre as reuniões de avaliação intercalar dos alunos, caso as atividades da escola não sejam interrompidas para o efeito”, acrescentam os sindicatos, referindo que essas reuniões deverão ser realizadas a partir de meados de outubro. A greve terá também como alvo as reuniões e atividades que ultrapassem as 35 horas semanais.

Desde o final do último ano, que os professores têm levado a cabo protestos deste tipo, o que, garante a Fenprof, resultou na “anulação de reuniões” e, em alguns casos, levou as direções das escolas a “corrigir as ilegalidades”. Ainda assim, em setembro, Mário Nogueira ameaçou avançar com mais uma greve nos moldes destas paralisações a partir de 21 de outubro, de modo a coincidir com as reuniões intercalares, o que agora se confirma.

Ao ECO, o dirigente da Fenprof sublinhou que os professores trabalham, em média, 46 horas por semana e não as 35 horas que a lei prevê. Esta foi, de resto, uma das críticas deixadas ao Governo que agora terminou: a não regularização dos horários da carreira docente.

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