Saída sem acordo pode levar dívida do Reino Unido para máximos desde anos 60

  • Lusa
  • 8 Outubro 2019

Um Brexit sem acordo, ainda que "relativamente benigno", pode empurrar a dívida do Reino Unido para os níveis mais elevados desde os passados anos sessenta.

Um Brexit sem acordo, ainda que “relativamente benigno”, pode empurrar a dívida do Reino Unido para os níveis mais elevados desde os passados anos sessenta, de acordo com uma análise do Instituto de Estudos Fiscais (IFS, em inglês).

Este think tank estimou que o endividamento do Reino Unido poderia subir em 100.000 milhões de libras (111.800 milhões de euros), o que situaria a dívida total do país para o equivalente a 90% do Produto Interno Bruto (PIB) pela primeira vez desde meados dos passados anos sessenta.

O Reino Unido – com uma dívida equivalente a cerca de 85,30% do PIBtem previsto sair da União Europeia (UE) no próximo 31 de outubro e o primeiro-ministro, Boris Johnson, está determinado a cumprir com aquele calendário mesmo que não alcance um acordo com o bloco europeu.

O diretor do IFS, Paul Johnson, sublinhou que há um “extraordinário nível de incerteza” e a economia e as finanças públicas do país enfrentam “riscos” perante o Brexit.

O IFS diz que um ‘Brexit’ sem acordo pode situar em “zero” o crescimento económico, incluindo com uma resposta orçamental e monetária “substancial” por parte do Governo e do Banco de Inglaterra.

O think tank adianta que um acréscimo do gasto público em 2020 pode ser seguido de uma queda económica, já que o Governo terá que fazer frente “às consequências de uma economia mais pequena e um maior endividamento”.

Johnson sublinhou que é “crucial” que um programa de gastos do Governo seja “temporal”.

Os especialistas afirmaram que a economia britânica sofreu uma contração de cerca de 60.000 milhões de libras (67.080 milhões de euros) desde que o país votou a favor de sair da UE no referendo realizado em junho de 2016.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Saída sem acordo pode levar dívida do Reino Unido para máximos desde anos 60

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião