Berardo avalia obras de arte em 1,3 mil milhões de euros

  • ECO
  • 11 Outubro 2019

Joe Berardo quer o fim do arresto da sua coleção de arte. Avalia o conjunto das obras em 1,3 mil milhões de euros, quase o triplo da última avaliação feita pelos bancos.

Joe Berardo exige o fim do arresto decidido pela justiça da sua coleção de arte para pagar as dívidas que tem aos bancos portugueses, nomeadamente à Caixa Geral de Depósitos. Avalia em 1,3 mil milhões a sua coleção de arte, quase o triplo do valor da última avaliação conhecida, noticia o Jornal Económico.

A discordância em relação ao valor das obras de arte compradas pelo empresário madeirense é uma questão de longa data. A primeira avaliação feita pela leiloeira Christie’s, datada de 2006, dizia que a coleção Berardo valia 316 milhões de euros.

Em 2009, a coleção voltou a ser avaliada, numa altura em que os bancos pretendiam saber quanto custava a coleção, numa altura em que o Joe Berardo já devia centenas de milhões a estes bancos. Esta avaliação valorizou a coleção em mais de 500 milhões de euros.

No entanto, Joe Berardo tem uma opinião muito diferente. O empresário diz agora que coleção tem um valor radicalmente diferente do conhecido até ao momento, mais do dobro: cerca de 1,3 mil milhões de euros.

Joe Berardo já tinha apresentado uma avaliação feita por um perito contratado por si, que foi considerada demasiado inflacionada pelos bancos a quem concedeu as obras de arte como garantia do pagamento dos créditos.

São no total 2.200 as obras de arte da coleção de Joe Berardo arrestadas no âmbito da ação judicial solicitada por três bancos credores, aos quais o empresário deve quase mil milhões de euros.

Além das obras, foram arrestados pela CGD dois imóveis em Lisboa: a casa onde Berardo reside e um apartamento na Lapa. E, mais recentemente, foi feito o arresto do recheio da casa de luxo na Av. Infante Santo surge no âmbito de um processo judicial interposto pela CGD na Madeira. Em janeiro deste ano, o Tribunal Judicial da Comarca da Madeira condenou a Metalgest, empresa do grupo Berardo, a pagar uma dívida de cerca de 50,2 milhões de euros.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Berardo avalia obras de arte em 1,3 mil milhões de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião