“O futuro será 100% elétrico”. Conheça as novidades no Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico

Mais de 60 veículos elétricos ou híbridos plug-in estão em exposição no Porto, em mais uma edição do Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico. A opção é cada vez mais variada.

O Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico está de volta ao Porto. O evento já vai na terceira edição e decorre nos dias 18, 19 e 20 outubro na Alfândega do Porto. Mais do que uma exposição é um lugar para esclarecer dúvidas, deslumbrar o olhar com carros que ainda não estão no mercado e testar novos modelos, sejam eles elétricos ou híbridos plug-in. Desde carros topo de gama a veículos de duas rodas, há opções para todos os gostos e para todas as carteiras.

Veículos mais amigos do ambiente, com dois pedais, sem caixa de velocidades, estas são algumas mudanças neste paradigma da mobilidade. “O futuro será 100% elétrico e os carros híbridos surgem como uma fase de transição”, destaca o diretor do evento, José Oliveira. Considera que “a mudança do paradigma é inevitável e a aposta das marcas é clara“.

José Oliveira diz que “existe cada vez mais oferta” e explica ao ECO que em 2017 a exposição contava com pouco mais de 30 carros e hoje conta com mais de 60. Em relação ao ano passado a área de exposição duplicou, o que significa que “há o dobro dos modelos”. Acredita que para o próximo ano “ainda haverá mais oferta tendo em conta que muitas marcas estão a entrar no mercado. Estamos a assistir a uma transformação no setor automóvel a grande velocidade e que Portugal já está a preparar-se nesse sentido”.

A oferta é maior e os carros vão ficar mais acessíveis ao consumidor. “Cada vez existe mais oferta e o preço dos veículos tem vindo a diminuir e vai continuar nesse sentido”, destaca. “Eu diria que que começam já a surgir um conjunto de veículos mais adaptados à realidade do consumidor e com um preço mais enquadrado dentro daquilo que é a realidade socioeconómica do país”. Refere que hoje já é possível adquirir uma veículo mais amigo do ambiente por 29 mil euros, com autonomia de 300 quilómetros.

No caso da BMW, por exemplo, os preços variam entre os 41 e os 55 mil euros, isto no que respeita à gama mais baixa. Para gostos mais requintados e velocidades mais furiosas o consumidor pode optar pelo BMW i8, a partir de 185 mil euros.

O diretor do Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico explica ao ECO que os carros associados à combustão representam mais de 100 anos de história. Considera que “a combustão provavelmente não desaparecerá na totalidade, a curto médio prazo, mas a tendência é ser substituída”. Dá o exemplo de mercados emergentes como a Noruega e a Suécia em que a taxa de adesão dos carros elétricos já ronda os 40%.

Eu acredito que o futuro será 100% elétrico. Os carros híbridos surgem como uma fase de transição.

José Oliveira

Diretor do Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico

E as fontes de abastecimento? José Oliveira explica que a fonte de abastecimento ainda é uma incógnita. “A fonte de abastecimento pode ser ou não as baterias, pode ser hidrogénio. Os carros de hidrogénio são sempre elétricos ao contrário do que muita gente pensa, têm é uma fonte de abastecimento diferente que não as baterias”.

Explica que é necessário investir em infraestruturas de rede de carregamentos “dentro das próprias casas” e que os postos de abastecimento devem ser encarados como “pontos de apoio”. Exemplifica: “Para fazermos uma viagem de 100 quilómetros gastamos um euro e meio de eletricidade, isto num veículo carregado a partir de casa”.

Qual o papel do Estado neste paradigma da mobilidade?

José Oliveira considera que a velocidade de mudança também vai depender do apoio do Estado. “Se o Estado investir mais a mudança será mais rápida, se investir menos está mudança será mais lenta”. Está consciente que atualmente os apoios são direcionados às empresas, referindo que “o apoio a particulares é residual, não há um grande apoio”. Mas não deixa de expressar que os preços estão a ficar mais acessíveis ao consumidor tendo em conta que este tipo de veículos estão a “começar a ser produzidos em grande escala”.

Veículos que promovem hábitos mais ecológicos é o foco deste certame que conta com mais de 13 mil visitantes e promete voltar para o ano, mais uma vez na Invicta, com mais novidades.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“O futuro será 100% elétrico”. Conheça as novidades no Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião