Quais as marcas vendem mais carros elétricos em Portugal?

Dos 21.791 carros matriculados este ano, 4.452 são 100% elétricos, havendo duas marcas que se destacam. A liderança mudou de mãos no final da primeira metade do ano.

Depois de anos de crise, as vendas de automóveis voltaram a brilhar. Recuperaram da crise, mas o gasóleo está a ter mais dificuldades em ultrapassar o escândalo do dieselgate. O mix de vendas de veículos no mercado nacional está em mutação, com as energias alternativas a ganharem cada vez maior peso. Híbridos, plug-in ou não, mas também elétricos aceleram a ritmo acelerado, beneficiando também dos incentivos fiscais para as empresas, bem como do “cheque” para os privados.

Ainda que os automóveis a gasóleo continuem a ser os preferidos dos portugueses, que continuam a ver vantagens nos baixos consumos, bem como no preço mais baixo na “bomba”, os modelos a gasolina vão-se destacando amiúde, batendo os diesel em alguns meses. Longe desta “guerra” estão os veículos com outras motorizações, que continuam a ter um peso diminuto, mas em forte crescimento. As vendas de elétricos têm, de ano para ano, crescimento mais 100% a 150%.

Este ano não está a ser exceção, com os elétricos a brilharem. Dos 21.791 carros matriculados até julho, muitos foram híbridos (que combinam um motor a combustão com um elétrico), nomeadamente plug-in, comprados por empresas que conseguem, assim, tirar partido de benefícios fiscais, mas destaca-se o facto de 4.452 veículos serem 100% elétricos.

As vendas dos totalmente elétricos crescem à boleia do Incentivo pela Introdução no Consumo de Veículos de Baixas Emissões, do Estado, que este ano aumentou. O “cheque” passou para 3.000 euros — 2.250 euros no caso das empresas –, sendo que rapidamente esgotou. Ainda que não tenham sido entregues todos, os pedidos estão já bem perto dos 1.500, sendo que não haverá para todos os que o pediram.

Outra explicação para o crescimento das vendas é o aumento da oferta. Conscientes do cada vez maior apetite dos condutores por modelos elétricos, as fabricantes têm vindo a introduzir mais modelos. Se durante muito tempo a Nissan, com o Leaf, brilhou nas vendas de elétricos, nos últimos tempos a concorrência tem-se feito sentir. E a fabricante japonesa ressentiu-se. Tanto que até perdeu o primeiro lugar em Portugal.

Depois do sucesso da nova versão do Leaf, a chegada ao mercado do Tesla mais “barato” fez mossa nas vendas da Nissan. Com muitas unidades pré-vendidas, o 3 da fabricante liderada por Elon Musk disparou. No final do primeiro semestre, e pela primeira vez, a Tesla tornou-se na marca mais vendida no mercado nacional entre os elétricos. E a liderança manteve-se no final do mês seguinte.

Dos 4.452 veículos registados até 31 de julho, 1.255 foram da marca norte-americana, que só em julho vendeu mais 112 unidades. A Nissan caiu para o segundo lugar, registando um total de 1.166 unidades comercializadas no mercado português nos primeiros sete meses deste ano.

No pódio, mas a assistir à “guerra” pela liderança nas vendas está a Renault. A fabricante francesa, que lidera as vendas globais de automóveis em Portugal há mais de duas décadas, está em terceiro no que toca aos elétricos, mas a grande distância. Os dados da ACAP mostram que vendeu, só este ano, 696 unidades, sendo o Zoe a estrela da fabricante francesa.

Atrás da Renault surge a BMW, com 335 veículos elétricos comercializados, liderando assim entre as marcas premium, isto numa altura em que a Audi e a Mercedes começam a entrar à série neste mercado. A Audi com o e-Tron, a Mercedes com a EQ Power, que irá arrancar com o EQC, ambas apostas de peso já que são SUV. Quem já tem um SUV destes é a Jaguar, o I-Pace. Vendeu 286 destes elétricos.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Quais as marcas vendem mais carros elétricos em Portugal?

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião