Votos contados. PS ganhou legislativas com 36,35%

  • Lusa
  • 23 Outubro 2019

Comissão Nacional de Eleições (CNE) fez publicar em Diário da República o mapa oficial com os resultados das eleições. PS foi o partido mais votado, com 1.903.687 votos.

O PS venceu as eleições legislativas de 06 de outubro com 1.903.687 votos, correspondentes a 36,35% do total, de acordo com o mapa oficial hoje publicado em Diário da República, que manteve a distribuição de mandatos já divulgada.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) fez publicar hoje em Diário da República o mapa oficial com os resultados das eleições e a relação dos deputados eleitos para a Assembleia da República, depois de o Tribunal Constitucional (TC) ter indeferido os recursos apresentados por PSD e Aliança sobre os votos dos dois círculos da emigração.

Este mapa inclui os votos e percentagens das 21 forças políticas que concorreram às legislativas nos 22 círculos eleitorais, apresentando as percentagens face ao número de votos expressos, excluindo brancos e nulos, ao contrário dos resultados divulgados pelo Ministério da Administração Interna na internet.

O PS foi o partido mais votado com 1.903.687 votos, correspondentes a 36,35% do total – segundo o cálculo da agência Lusa, que engloba os votos expressos, brancos e nulos que, somados, são 5.237.484 – e a 38,20% dos votos expressos, elegendo 108 deputados.

O PSD ficou em segundo lugar, com 1.454.283 votos, 27,77% do total, e 29,19% dos votos expressos, elegendo 79 deputados.

O universo eleitoral era de 10.777.258 e votaram 5.237.484 eleitores, tendo-se registado uma taxa de abstenção recorde de 51,40%. O número de votos em branco foi 131.302, 2,51%, e os votos nulos foram 123.573, 2,36%.

Em terceiro lugar, ficou o BE, com 498.549 votos, 9,52% do total, 10,01% dos votos expressos, e 19 deputados, seguindo-se, em quarto lugar, a coligação CDU, formada por PCP e PEV, com 332.018 votos, 6,34% do total, 6,66% dos votos expressos, e 12 deputados.

O CDS-PP é a quinta força política, com 221.094 votos, 4,22% do total, 4,44% dos votos expressos, e cinco deputados, e a sexta força política é o PAN, com 173.931 votos, 3,32% do total, 3,49% dos votos expressos, e quatro deputados.

Ainda nos partidos com assento parlamentar, o Chega teve 67.502 votos, 1,29% do total, 1,35% dos votos expressos, seguindo-se a Iniciativa Liberal, com 67.443 votos, 1,29% do total, 1,35% dos votos expressos, e o Livre, com 56.940, 1,09% do total, 1,14% dos votos expressos. Cada um elegeu um deputado.

O PCTP/MRPP teve 36.006 votos, 0,72%, o R.I.R. alcançou 35.169 votos, 0,71%, o PNR 16.992 votos, 0,34%, o MPT 12.888, 0,26%, o Nós, Cidadãos! 12.346 votos, 0,25%, o PDR 11.674 votos, 0,23%, o PURP 11.457, 0,23%, o JPP 10.552 votos, 0,21%, o PPM 8.389 votos, 0,17%, o PTP 8.271 votos, 0,17%, e o MAS 3.243, 0,07% – referindo-se estas percentagens aos votos expressos.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Votos contados. PS ganhou legislativas com 36,35%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião