“Probabilidade de o PSD aprovar o OE é ínfima”, diz David Justino

  • ECO
  • 24 Outubro 2019

O vice-presidente do PSD está pouco confiante no Orçamento do Estado que o Governo de António Costa irá apresentar, tendo em conta o histórico das propostas socialistas.

O vice-presidente do PSD está pouco confiante quanto ao Orçamento do Estado (OE) que o Governo de António Costa vai apresentar para o próximo ano, antecipando um voto contra do próprio partido. Em entrevista à TSF, David Justino falou também nos resultados alcançados pelo PSD nas eleições legislativas, referindo que existem condições para que Rui Rio continue com o plano que tem para o partido e para o país.

“Não posso pronunciar-me sobre uma coisa que não conheço”, começou por dizer o número de dois de Rui Rio, referindo-se à proposta de OE que o PS deverá apresentar. Contudo, admitiu que, tendo em conta o histórico das propostas socialistas, “as probabilidades de votar o orçamento são ínfimas, mas não vou dizer que, independentemente do que apresentem, voto contra”.

David Justino defendeu, assim, que na avaliação das propostas e das políticas do Governo do PS, que toma posse este sábado, deve ser tido em conta o interesse nacional.

Sobre a recandidatura de Rui Rio à liderança do PSD, David Justino comentou que “a lição que tem a tirar é saber com quem é que conta”. Para o vice-presidente do PSD, Rio é um “precursor de uma outra forma de cultura política que põe em causa muito adquirido do chamado politiquês”.

Na sequência dos resultados alcançados nas legislativas, David Justino acredita que “o PSD tem condições que não tinha: tem um grupo parlamentar mais coeso, tem sinais quer da sociedade, quer de sua base eleitoral que permitem acalentar outras visões e outros tipos de abordagem”.

“A segunda lição que tem a tirar é que, não obstante o resultado não corresponder aquilo que desejávamos, nem em termos absolutos, nem em termos relativos, é um resultado que ainda permite precisamente concretizar a estratégia que estava delineada”, defendeu, deixando críticas a quem tem pressa de “transformar um ano e meio em dois anos”.

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