Fundo britânico procura comprador para sede da Jerónimo Martins

O edifício sede da Jerónimo Martins, no Campo Grande, está no mercado pronto a mudar de mãos. Os donos, um fundo britânico, querem ainda alienar outros cinco imóveis em Lisboa.

O fundo britânico Keyhaven Capital Partners está a vender um portefólio de seis edifícios na Grande Lisboa, desde o centro da capital até Sintra, sabe o ECO. No pacote está incluída a sede da Jerónimo Martins, no Campo Grande, com uma área de 10.000 metros quadrados. A operação deverá ficar concluída no início do próximo ano e deverá oferecer aos novos donos uma rentabilidade anual de 2,2 milhões de euros.

Chama-se “Chess” [xadrez, traduzido para português] e inclui seis ativos em três das mais importantes zonas de escritórios da capital. O mais relevante deste “pacote” é mesmo a sede da Jerónimo Martins, próxima do estádio do Sporting. O imóvel foi construído em 1986 e tem uma área de 9.945 metros quadrados, distribuída por 17 pisos acima do solo, aos quais se somam outros cinco pisos subterrâneos.

Ao ECO, uma fonte próxima do processo adiantou que a retalhista nacional vai continuar como arrendatária no edifício. Na década de 90, o edifício tinha sido comprado pela ESAF (Espírito Santo Ativos Financeiros) por 11 milhões de euros, sabe o ECO, acabando por passar para as mãos deste fundo britânico há cerca de três anos.

Agora, embora não tenha sido possível apurar para já o valor de referência mínimo que a Keyhaven pretende arrecadar com este ativo, ao ECO, uma fonte do mercado explicou que, tendo em conta a zona e o estado do edifício, o valor do metro quadrado deverá rondar os 2.000 euros, o que poderá indicar que este venha a ser vendido entre os 20 e os 25 milhões de euros.

Na zona de Alfragide está outro imóvel com 3.180 metros quadrados, cujos arrendatários são a Biomet, uma empresa norte-americana de equipamentos médicos, e a SKF, uma multinacional sueca especialistas no fabrico de rolamentos.

Ao portefólio “Chess” junta-se outro edifício na zona industrial de Carnaxide, com 1.660 metros quadrados, sem arrendatários. Mais à esquerda, no Tagus Park, em Oeiras, o fundo britânico tem outros dois imóveis com uma área total de 6.500 metros quadrados, unidos abaixo do solo. Aqui há dois arrendatários: Galileu e Edison.

O último ativo deste “pacote” está localizado na Beloura, em Sintra, e tem 3.545 metros quadrados. Construído em 2000, este edifício está desocupado e conta com 143 lugares de estacionamento.

No prospeto da venda lê-se que o fundo britânico vai aceitar propostas individuais, mas dará preferência a quem estiver interessado em adquirir a totalidade deste portefólio. A operação está a ser assessorada pelas consultoras imobiliárias Cushman & Wakefield e JLL.

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