Hoje nas notícias: Salgado, salários e enxurrada legislativa

  • ECO
  • 7 Novembro 2019

Correia de Campos, ex-ministro da Saúde diz que o salário médio "é ficção", novas acusações a Salgado e Pinho, enxurrada legislativa no Parlamento e atrasos nas grandes obras em destaque nos jornais.

Numa altura em que se “acertam as agulhas” para o valor do salário mínimo, António Correia de Campos, ex-ministro da Saúde, diz que salário médio “é ficção” e que deve haver metas por setor. No arranque do dia é avançado que Ricardo Salgado e Manuel Pinho vão ser acusados de mais crimes no âmbito do processo EDP, que o ensino superior público tem 400 docentes a dar aulas sem receber e que as construtoras estão preocupadas com os atrasos nas grandes obras.

Novos crimes acusam Manuel Pinho e Ricardo Salgado

O antigo ministro da Economia, Manuel Pinho, e Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, vão ser acusados de mais crimes no âmbito do processo EDP, avança o Correio da Manhã, explicando que a investigação à elétrica, que até agora estava concentrada nos contratos sobre as rendas da energia e sobre a extensão da concessão das barragens por mais 25 anos sem concurso público, viu alargado o seu âmbito. Em causa estão suspeitas de mais crimes de corrupção ativa e passiva e participação económica em negócio.

Leia a notícia completa no Correio da Manhã (acesso pago).

“Salário médio é ficção. Deve haver metas por setor”

António Correia de Campos, ex-ministro da Saúde e atual presidente do Conselho Económico e Social, defende que é preferível definir metas salariais por setor do que determinar um salário médio a aplicar na generalidade do mercado de trabalho. “Temos de olhar para os aspetos setoriais. Não me parece que a criação de um salário médio fixo seja uma solução de grande utilidade”, diz, acrescentando ainda que essas metas devem ser “valores percentuais” em relação ao salário médio e não “números monetários”.

Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado).

Ensino superior público tem 400 docentes a dar aulas sem receber

Uma queixa apresentada pelo Sindicato Nacional do Ensino Superior a propósito de “alegadas ilegalidades” em contratos sem vencimento foi arquivada e acompanhada com a “sentença” de que este tipo de vínculo não contribuiu para o “agravamento da precariedade laboral”. Isto apesar de os dados mostrarem que a maioria dos docentes com contratos deste tipo não se enquadram nos “casos especiais de contratação” em que legalmente é possível exercer a docência sem receber por isso.

Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado).

Enxurrada legislativa no Parlamento

O arranque da nova legislatura está a ser marcado por uma enxurrada legislativa no Parlamento. Em 13 dias foram apresentados 72 diplomas, o dobro face a 2015, incluindo recomendações aos Governo e projetos de lei, diz o Jornal i. Mais dias de férias, eliminação de portagens, alargamento da ADSE a todos os trabalhadores, diminuição de deputados e aumento do salário mínimo são algumas das propostas já entregues.

Leia a notícia completa no Jornal i (link indisponível).

Atrasos nas grandes obras preocupa construtoras

As construtoras portuguesas estão preocupadas com os atrasos nas grandes obras. Acreditaram que os grandes projetos da ferrovia, metros, portos e hospitais iriam este ano sair do papel, mas apesar da catadupa de anúncios em janeiro os projetos continuaram a derrapar. Dos investimentos previstos executar até 2020, a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário estima que apenas um quinto, ou seja, cerca de 1,2 mil milhões de euros foi concretizado.

Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago).

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