“Aeroporto do Montijo não vai ter ligação ferroviária direta”

  • ECO
  • 8 Novembro 2019

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente adianta que o novo aeroporto do Montijo não irá ter uma ligação ferroviária direta, apenas um shuttle rodoviário.

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, garante que o novo aeroporto do Montijo não irá ter uma ligação ferroviária direta, apenas um shuttle rodoviário para a estação do Pinhal Novo, com chegada a Lisboa pela ponte 25 de Abril. Em entrevista ao Jornal Económico (acesso pago), Lacasta salienta ainda que as acessibilidades não estão incluídas nos 48 milhões de euros contabilizados como despesa suplementar a cargo da ANA – Aeroportos de Portugal, presumindo-se que tais gastos ficarão a cargo do Estado.

Uma semana depois de ter sido anunciada a decisão favorável condicionada ao projeto do aeroporto complementar do Montijo, Nuno Lacasta revela que foi sugerido o estudo de construção de um pipeline para abastecimento de combustível, cujos custos se desconhecem. Também por saber está quem estaria responsável por pagar esse investimento. Os riscos de segurança ainda terão de ser avaliados pela Autoridade Nacional da Aviação Civil, que terá a palavra final.

No final de outubro, foi conhecido a proposta de Declaração de Impacte Ambiental da APA relativa ao novo aeroporto do Montijo, na qual se dá um parecer “favorável” a esta infraestrutura, mas se exige um “pacote de medidas de minimização e compensação ambiental que ascende a 48 milhões de euros”.

Em reação, a ANA — entidade que terá de pagar essas despesas — manifestou-se “surpresa” e com apreensão, posição que mereceu resposta indiretamente da parte do Governo. “O investidor de um projeto desta dimensão sabe sempre que tem de alocar uma parcela do seu investimento ao cumprimento das exigências ambientais que um projeto destes obriga”, disse o ministro do Ambiente.

Ao Jornal Económico, Nuno Lacasta afirma aguardar “serenamente” depois da posição assumida pela ANA, promotora que tem até amanhã, dez dias depois de ter sido emitido a declaração de impacte ambiental, para se pronunciar oficialmente sobre a matéria.

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