Facebook já tem planos para proteger as eleições dos EUA

  • Lusa
  • 8 Novembro 2019

Facebook, muito criticado por não ter antecipado a alegada interferência russa nas eleições presidenciais dos EUA, em 2016, pretende agora com este plano lutar contra informações falsas.

A empresa tecnológica Facebook anunciou um plano para “proteger o processo democrático” das próximas eleições presidenciais norte-americanas, nomeadamente da desinformação e de interferências estrangeiras.

A gestora de uma das maiores redes sociais do mundo prevê proteger melhor as contas dos candidatos e dos políticos e indicar de forma clara quem controla as páginas políticas ou as páginas de media estatais.

Os artigos ou vídeos considerados como “falsas informações” por jornalistas independentes serão assinalados como tal.

O Facebook, muito criticado por não ter antecipado as manipulações e a alegada interferência russa nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, em 2016, pretende agora com este plano lutar contra as informações falsas, ameaças de novas interferências estrangeiras nas eleições presidenciais norte-americanas em 2020 e proteger as contas dos candidatos e dos políticos eleitos.

A empresa está a intensificar os esforços para recuperar a confiança do público e das autoridades, depois de no ano passado ter estado envolta em polémica com a empresa Cambridge Analytica, acusada de ter recuperado dados de milhões de utilizadores da rede social, sem consentimento, para elaborar um programa informático destinado a influenciar o voto dos eleitores, favorecendo a campanha do Presidente norte-americano, Donald Trump.

Em 5 de setembro, os números de telefone ligados a mais de 400 milhões de contas do Facebook, que tinham sido armazenados de forma irregular foram expostos ‘online’, na mais recente violação da proteção de dados do grupo norte-americano, indicou o site TechCrunch.

Em julho, o regulador norte-americano impôs uma multa recorde de cinco mil milhões de dólares (4,5 mil milhões de euros) ao Facebook por “ter enganado” os utilizadores da rede social sobre a capacidade de controlar a confidencialidade dos dados pessoais.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Facebook já tem planos para proteger as eleições dos EUA

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião