Paulo Núncio duvida de alteração dos escalões do IRS

  • ECO
  • 10 Novembro 2019

Em entrevista à Antena 1 e Jornal de Negócios, o antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, considera que não há margem para reforçar mais a progressividade dos escalões do IRS.

O antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, duvida que seja possível o Governo fazer novas alterações aos escalões do IRS por considerar que não há margem para reforçar mais a progressividade, como defendeu em entrevista à Antena 1 e Jornal de Negócios (acesso livre).

Núncio defende é que deverá haver uma redução da carga fiscal, mas lembra que “não pode haver redução de impostos sem redução da despesa pública“, na entrevista conjunta.

Sobre os escalões do IRS, o secretário de Estado da legislatura liderada por Pedro Passos Coelho avalia o novo programa de Governo e mostra dúvidas sobre a possibilidade de alterações. Defende que não há margem e, caso aconteça, serão os mesmos a serem sobrecarregados: os 10 por cento que já suportam 70% por cento do IRS em Portugal.

Em alternativa, Paulo Núncio acredita que a opção mais justa para todos os contribuintes seria reduzir todos os escalões para proporcionar um alívio fiscal a todos os agregados familiares.

Já especificamente sobre ao englobamento de todos os rendimentos (que significa que rendimentos sujeitos a taxas especiais passam a ter todos a mesma taxa) iria significa que muitos milhares de famílias portuguesas “vão sofrer um acrescimento significativo de IRS”, diz. No entanto, seria uma “alteração substancial da política do governo” sobre rendimentos prediais, em menos de um ano.

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