Incerteza comercial e tensão em Hong Kong arrastam Wall Street

A falta de detalhes sobre as negociações comerciais entre os EUA e a China, bem como as tensões em Hong Kong, penalizam o sentimento nas bolsas norte-americanas.

Depois de avanços e recuos, os investidores esperavam saber o ponto de situação em relação ao acordo comercial entre os Estados Unidos e a China no discurso de Donald Trump. No entanto, a falta de detalhes desanimou, e o líder norte-americano já voltou a ameaçar com mais tarifas. A adicionar a isto, os confrontos em Hong Kong também penalizam o sentimento.

No seu discurso, Trump garantiu que os Estados Unidos e a China estão “próximos” de chegar a consenso, e que um acordo significativo para a ‘fase um’ poderá “acontecer em breve”. Ainda assim, reforçou a necessidade de firmar um “bom acordo” para os EUA, sem dizer que novos passos foram dados. Acrescentou ainda que estava pronto para aumentar tarifas, se necessário.

Por Hong Kong, a escalada da violência nos confrontos também continua a motivar preocupações. Perante a contínua incerteza, os índices voltaram às quedas. O S&P 500 arranca a sessão a cair 0,34% para os 3.081,26 pontos. O industrial Dow Jones segue a desvalorizar 0,33% para os 27.599,44 pontos, bem como o tecnológico Nasdaq, que recua 0,38% para os 8.453,83 pontos.

As cotadas mais expostas ao comércio internacional caem para “terreno” vermelho. É o caso da Caterpillar, que derrapa 1,09% para os 144,75 dólares depois do arranque da sessão em Wall Street, e da fabricante de chips Intel, que segue a cair 0,78% para os 57,74 dólares.

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