Cisco põe Wall Street na linha de água mas S&P 500 atinge máximos

As previsões desanimadoras da Cisco pesaram em Wall Street, com os índices de referência a fechar próximo da linha de água. Ainda assim, o S&P 500 conseguiu atingir um recorde.

Os pratos da balança em Wall Street estiveram equilibrados nesta sessão. Se, por um lado, receios de um abrandamento da economia global e previsões pessimistas da Cisco pesaram no sentimento dos investidores, ganhos da Walmart e as perspetivas da Fed fizeram subir a moral. Os índices de referência fecharam próximo da linha de água, mas o S&P 500 atingiu um recorde.

O presidente da Reserva Federal norte-americana, Jerome Powell, disse que o risco de a economia dos EUA enfrentar uma quebra dramático é uma probabilidade remota, o que animou os investidores. Para além destas palavras, as contas da cadeia de lojas Walmart, que reviu em alta as estimativas do ano e apresentou resultados mais altos do que o esperado, contribuíram para o sentimento positivo.

O S&P 500 fechou a sessão com um novo máximo, ao subir 0,09% para os 3.096,76 pontos, enquanto o industrial Dow Jones ficou na linha de água, totalizando os 27.783,12 pontos.

Por outro lado, o aviso da Cisco de que a receita do trimestre atual iria cair entre 3% a 5% devido à queda nos gastos globais com os produtos que oferece, alguns dos quais fabricados na China pesou no sentimento. Depois de anunciar estas previsões, os títulos da tecnológica afundaram 7,33% para os 44,91 dólares.

Com este desempenho, a Cisco arrastou consigo o índice do setor, o Nasdaq, que caiu 0,04% para os 8.479,02 pontos. As cotadas tecnológicas foram também penalizadas pela contínua incerteza comercial face às tensões com a China, sendo que muitas delas estão expostas a esse mercado.

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