“Somos rentáveis e disto não abdicamos”, diz Pedro Soares dos Santos. Mas só lucro “não chega”

Apesar de o lucro ser essencial, os fatores ambientais e sociais assumem hoje em dia um peso maior nas decisões de negócio da Jerónimo Martins, assegura o CEO.

30 anos, 19 aumentos de capital, 9,4 mil milhões de euros de capitalização. Foi a 14 de novembro de 1989 que a Jerónimo Martins entrou na bolsa, e, apesar de algumas coisas se manterem na mesma, muito mudou. O lucro continua a ser um dos focos imprescindíveis da empresa, mas entram novos fatores na fórmula: ambientais e sociais.

“Somos rentáveis e disto não abdicamos”, disse Pedro Soares dos Santos, “Chairman” e CEO da Jerónimo Martins, na celebração do 30º aniversário da entrada da empresa na bolsa, na Euronext Lisboa. Mas hoje, “o lucro não chega”, porque “o mundo está cada vez mais incerto e complexo”, continuou.

Apesar de os resultados financeiros serem essenciais para “se merecer a confiança do mercado, estão longe se ser suficientes”, reitera Pedro Soares dos Santos. “A forma como chegamos aos resultados que entregamos é fundamental e é por isso que o respeito por critérios ambientais e sociais pesa nas nossas decisões de negócio”, explicou o CEO.

Esta é uma das coisas que mudou no grupo que detém a cadeia de supermercados Pingo Doce, ao longo dos anos que já passaram desde que entrou no mercado de capitais. A capitalização bolsista multiplicou por mais de 30 vezes, e as vendas aumentaram em 18 mil milhões de euros.

Para a Jerónimo Martins, a entrada na bolsa “representou muito mais que uma operação de financiamento”, indicou Pedro Soares dos Santos. Permitiu, por exemplo, desenhar uma estratégia de internacionalização, apontou, sendo que o grupo poderá abrir “este ano, possivelmente, a loja 3.000 da Biedronka”, cadeia de supermercados na Polónia.

Tornou também possível a “sucessão de aquisições que marcaram os anos 90 e o crescimento orgânico com que fomos construindo a posição de liderança na distribuição alimentar em Portugal”, completou o CEO da Jerónimo Martins. Por todas estas razões, apesar de também terem existido pontos baixos na trajetória, Pedro Soares dos Santos reitera que o tempo da empresa na bolsa foram “30 anos de um casamento muito exigente mas bem-sucedido”.

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