“É uma grande conquista do management da TAP”

A TAP garantiu uma emissão de 375 milhões com um juro de 5,75%. "É um grande momento em termos de acesso de empresas portuguesas aos mercados internacionais", diz Miguel Azevedo, do Citi.

A TAP pagou 5,75% para emitir 375 milhões de euros em obrigações, uma yield abaixo do inicialmente previsto devido à forte procura, e um cupão de 5,625%. “A meu ver é um grande momento em termos de acesso de empresas portuguesas aos mercados de capitais internacionais e uma grande conquista do management da empresa”, afirmou ao ECO o head of Investment Bank do Citi, Miguel Azevedo. O Citi, recorde-se, foi um dos ‘joint book runners’ da operação, juntamente com o Morgan Stanley e o JPMorgan.

Com esta operação, a TAP consegue alongar os prazos de dívida para cinco anos, quando em 2015 era de apenas dois anos, um perfil essencial para alinhar os custos de financiamento com os resultados de exploração à medida da entrada em atividade dos novos aviões. “O sucesso desta operação deriva da validação dos investidores institucionais internacionais do plano de desenvolvimento da TAP como empresa unicamente posicionada para ligar a Europa com a América do Norte e do Sul com base numa frota moderna e altamente eficiente”, acrescentou Miguel Azevedo.

O road-show da administração executiva da TAP começou na terça-feira de manhã em Londres, esteve para se prolongar para o início da próxima semana, mas acabou por ser encurtada tendo em conta a procura, que levou mesmo a aumentar a base da emissão de 300 milhões de euros para 375 milhões.

A TAP, recorde-se, pagou mais nesta emissão dedicada a investidores institucionais do que o juro de 4,375% que pagou ao retalho em meados de junho, quando emitiu 200 milhões de euros em dívida com maturidade de quatro anos. Ou seja, mais curta, por isso, tendo em conta a diferença de maturidades, o custo das duas operações acaba por ser próximo. E sem garantia de Estado.

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