Falsos descontos levam mais europeus a comparar preços na Black Friday

As falsas campanhas e a manipulação de preços na Black Friday levou os consumidores europeus a gastarem mais tempo a comparar preços, antes de adquirirem um produto.

Os falsos descontos que marcaram a Black Friday noutros anos levaram os consumidores europeus a decidirem gastar mais tempo a comparar preços, antes de fecharem uma compra na “sexta-feira negra”, o maior dia de campanhas de promoções no ocidente.

“Na Black Friday, a cobertura mediática negativa em alguns mercados no passado fez com que os consumidores se preocupassem mais com vendas, descontos e promoções, encorajando-os a gastar ainda mais [tempo] comparando preços, antes de se comprometerem com uma compra”, refere a GfK, num comunicado onde revela dados do estudo FutureBuy, que analisa as tendências de compra em diversos países.

De acordo com o estudo, 45% dos consumidores europeus assumem que já comparam preços antes de adquirir um produto, “mais do que o faziam antigamente”. Face a este crescimento, a GfK conclui que “os atuais consumidores são experientes e dedicam mais tempo a pesquisar antes de tomar uma decisão”. Ainda assim, a maioria ainda compra sem verificar se consegue obter o mesmo produto mais barato noutra loja.

A “sexta-feira negra”, no próximo dia 29 de novembro, é uma mega campanha anual de promoções no ocidente. São 24 horas de produtos e serviços com descontos que, tendo em conta os outros anos, podem chegar aos 70%. A Black Friday assinala-se também em Portugal há, pelo menos, quatro anos. O fenómeno que foi importado dos EUA e afeta não só as lojas físicas como as lojas online.

A Black Friday tem vindo a ganhar relevância no país, mas Portugal ainda não deverá ser um dos mercados em que os consumidores gastam mais na Black Friday do que na campanha de compras do Natal. “A Black Friday ainda não aconteceu, mas a GfK estima que as vendas na semana de 29 de novembro superem as do Natal em sete países: Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Espanha, Polónia e Brasil”, sublinha a empresa de análise de dados.

Nestes mercados, a GfK nota, por fim, que os consumidores estão a ser levados a comprarem produtos mais caros: “Muitos fabricantes e retalhistas estão focados em tornar a estratégia mais premium. Os consumidores são incentivados a comprar produtos mais caros, em vez de escolherem os modelos mais baratos.”

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