Lloyds vai cortar salário de Horta Osório em 220 mil libras. E quer dar aumentos aos trabalhadores

  • ECO
  • 27 Novembro 2019

Banco britânico vai cortar subsídio de pensão ao português António Horta Osório para responder às críticas.

O Lloyds quer cortar a remuneração anual do seu presidente executivo, o português António Horta Osório, em mais de 220 mil libras (cerca de 250 mil euros), enquanto se prepara para gastar mais 20 milhões de libras em aumentos salariais para os trabalhadores, com o banco britânico a responder às críticas que tem sido alvo por causa da generosa política de remunerações aos executivos.

Horta Osório recebe um subsídio de pensão equivalente a 33% do seu salário, o que compara com uma média de 13% do salário que é paga aos restantes 65.000 funcionários do banco.

Agora, o banco anunciou aos seus acionistas que planeia dar a todo o staff uma contribuição anual para pensão equivalente a 15% do salário-base no próximo ano, segundo avança o Financial Times (conteúdo em inglês/acesso pago).

Para CEO português, esta medida implicará um corte do seu subsídio de pensão em cerca de 228 mil libras, tendo em conta o seu salário de 2019: em vez de receber um subsídio de 419 mil libras, passará a receber “apenas” 190 mil libras.

Horta Osório recebeu 6,3 milhões de libras em 2018. Este ano receberá 2,8 milhões, mais bónus.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Lloyds vai cortar salário de Horta Osório em 220 mil libras. E quer dar aumentos aos trabalhadores

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião