BCP e Navigator caem 2% e arrastam Lisboa para o vermelho

A praça lisboeta seguiu o sentimento das pares europeias num dia marcado por um novo crescendo dos receios dos investidores face à guerra comercial. Queda de 2% do BCP e da Navigator pressionam.

A bolsa nacional encerrou a última sessão do mês com o pé esquerdo. O PSI-20 somou a segunda sessão de perdas, encerrando em mínimos de um mês. O índice lisboeta acompanhou o rumo dos pares europeus, não resistindo à pressão das perdas do BCP e dos títulos do setor do papel. BCP e Navigator recuaram 2%.

O PSI-20 desvalorizou esta sexta-feira 0,46%, para os 5.127,43 pontos, com nove títulos em queda, sete em alta, e dois inalterados: a EDP e a Ibersol. O vermelho também pintou a generalidade dos índices europeus, perante o ressurgimento dos receios dos investidores face à guerra comercial, após a repreensão feita pela China a Donald Trump relativamente à ratificação de um projeto de lei que apoia os manifestantes de Hong Kong. O Stoxx 600 recuou 0,35%.

Por cá, foram sobretudo os títulos do BCP e das papeleiras que mais penalizaram o índice bolsista lisboeta. As ações do BCP recuaram 1,9%, para os 19,60 cêntimos, dando continuidade à queda de 2,54% registada na sessão anterior. Essas quedas acontecem numa altura em que há a perspetiva de que o banco liderado por Miguel Maya possa não receber dividendos relativos a 2019 da subsidiária polaca: o Bank Millennium.

Ações do BCP caem 4,5% em dois dias

Entre as papeleiras, destaque para a Navigator que comandou as perdas do índice PSI-20. A Navigator recuou 1,91%, para os 3,49 euros, num dia em que há nota de que a JB Capital desceu o preço-alvo das suas ações, dos 4,4 para os 4,3 euros, apesar de manter a recomendação de “comprar”. A Altri também sobressaiu entre as maiores quedas, com os seus títulos a perderem 1,22%, para os 5,65 euros.

Já a Jerónimo Martins desvalorizou 0,89%, para os 14,495 euros, com a retalhista a ser negativamente influenciada pela decisão dos analistas da UBS de reduzirem o preço-alvo para final de 2020, dos 16 para os 15,5 euros.

A impedir perdas mais acentuadas estiveram as ações da EDP renováveis e da Nos. Somaram 0,3% e 0,24%, respetivamente, para os 9,95 e 4,924 euros.

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