“Esta geração foi a mais afetada pela crise”, diz ministro da Educação

  • ECO
  • 3 Dezembro 2019

Tiago Brandão Rodrigues apontou que os resultados obtidos pelos alunos portugueses foram influenciados por mudanças curriculares aplicadas durante o período da crise.

O ministro da Educação justificou os maus resultados dos estudantes portugueses, nomeadamente nas ciências e na leitura, apresentados num estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), com a crise. Para Tiago Brandão Rodrigues, as mudanças curriculares aplicadas durante a governação entre 2011 e 2015 deixaram “de parte” as ciências.

Nos últimos três anos, os alunos portugueses viram o seu desempenho piorar nas Ciências, recuar na Leitura e estagnar no que diz respeito à Matemática, diz o relatório PISA. A geração que realizou esta prova em 2018 foi “a mais afetada pela crise económica”, apontou Tiago Brandão Rodrigues, citado pela Renascença (acesso livre).

A OCDE também salientou que o estatuto socioeconómico foi um fator forte no desempenho tanto na Leitura, como na Matemática e nas Ciências, em Portugal. Para além disso, o ministro destacou que o desempenho dos alunos foi também afetado “por algumas mudanças bruscas no campo educativo”, durante 2011 e 2015.

Entre estas alterações inclui-se “a revogação do currículo do ensino básico e de vários programas de desenvolvimento educativo, como foi exemplo a suspensão do plano de ação para a Matemática, e os cortes então executados no Ciência Viva e no Plano Nacional de Leitura”, disse o ministro.

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