“Precisávamos de Lisboa/Porto numa hora e um quarto” de comboio, diz ministro

  • Lusa
  • 12 Dezembro 2019

"O país precisava de ligação ferroviária que permitisse fazer a viagem Lisboa/Porto “numa hora e um quarto” e também uma ligação a Espanha “a velocidade mais alta”, diz ministro das infraestruturas.

O ministro das Infraestruturas defendeu esta quinta-feira que o país precisava de uma ligação ferroviária que permitisse fazer a viagem Lisboa/Porto “numa hora e um quarto” e também uma ligação a Espanha “a velocidade mais alta”.

“Em toda a nossa malha ferroviária, incluindo a ligação a Espanha, verdadeiramente o que nós precisamos, (…) há muito tempo, é de ter uma distância entre o Porto e Lisboa muito mais curta em tempo”, disse Pedro Nuno Santos, que falava no encontro “Os Desafios da Indústria Ferroviária Nacional”, em Lisboa.

Questionado sobre se o Governo tem planos para retomar o projeto do comboio de alta velocidade (TGV), o governante preferiu falar sobre “distância em tempo”.

“Precisávamos de Lisboa/Porto numa hora e um quarto. (…) Não falemos de siglas, falemos de tempo”, considerou.

Na opinião do ministro, encurtar o tempo da viagem de comboio entre aquelas duas cidades permitiria organizar a “economia de forma completamente diferente”.

Para Pedro Nuno Santos, o projeto do TGV é um debate que “tem de ser feito” e não constitui um “assunto tabu” para o Governo.

“Este debate tem de ser feito (…) sem nos saltar a tampa e começarmos a sonhar em linhas TGV por todo o lado”, advertiu o ministro, caso contrário, disse, Portugal corre o risco de ser “em poucos anos, o único país da União Europeia” fora daquilo a que chamou de rede de “velocidade boa”.

Em agosto, numa entrevista emitida no Canal 11, da Federação Portuguesa de Futebol, quando questionado sobre se uma eventual candidatura ibérica à organização do Mundial de Futebol de 2030 implicaria infraestruturas como uma ligação de TGV entre Lisboa e Madrid, o primeiro-ministro, António Costa, respondeu que o tema “é bastante tóxico em Portugal e a seu tempo é uma discussão que voltará”.

O primeiro-ministro disse ainda ter “quase a certeza” de que a questão voltaria à ordem do dia, “não numa discussão sobre a ligação entre Lisboa e Madrid, mas sobre a inserção de Portugal no conjunto da rede de alta velocidade na Península Ibérica”.

António Costa defendeu, no entanto, que ainda não é altura de o tema do TGV voltar à atualidade política: “Não está manifestamente maduro, nem há condições económicas nem condições financeiras no próximo quadro comunitário para que esse tema surja. Daqui a sete anos, eventualmente, é um tema que poderá voltar a surgir”, afirmou António Costa.

“Vamos ter um quadro institucional mais robusto para que daqui a sete anos possamos ter essa discussão [do TGV] com calma e serenidade, já estudada”, disse António Costa.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

“Precisávamos de Lisboa/Porto numa hora e um quarto” de comboio, diz ministro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião