Concursos para compra de comboios para CP e Metro de Lisboa impugnados

  • ECO
  • 30 Dezembro 2019

CAF, um dos três concorrentes para o fornecimento dos 22 comboios regionais à CP, impugnou o concurso. Também no caso do Metro de Lisbo, um dos concorrentes impugnou judicialmente o concurso.

A CAF – Construcciones Y Auxiliar de Ferrocarriles, um dos três finalistas do concurso da CP para o fornecimento de 22 automotoras regionais, impugnou o concurso judicialmente. A ação, que vem travar um contrato avaliado em 167,8 milhões de euros, deu entrada no Tribunal Administrativo de Lisboa na sexta-feira, avança o Expresso (acesso condicionado). O mesmo semanário acrescenta, além disso, que, no caso do Metro de Lisboa, o concurso para a compra de comboios também foi impugnado.

No que diz respeito à CP, além da CAF, as duas outras empresas a concurso para o fornecimento dos comboios são a Talgo, também espanhola, e a Stadler. Apesar de ter sido impugnado, o vencedor do concurso deverá ser anunciado em breve, avança o semanário. Das 22 automotoras, 12 são híbridas e as restantes 10 elétricas.

Estava previsto que os novos comboios chegassem já em 2023, mas este processo de contencioso pré-contratual poderá atrasar o fornecimento dos comboios, avança o jornal. Contactados pelo jornal, a CP e o Governo não comentam a informação.

O concurso foi lançado a 7 de janeiro, mas no final do ano passado a CP já tinha recebido luz verde do executivo para para comprar novos comboios. Os encargos serão repartidos por oito anos, começando em 2019, sendo que a maioria do investimento será assegurada por fundos europeus (109 milhões de euros) e o restante será pago com recurso a verbas nacionais, nomeadamente do Fundo Ambiental.

No caso do Metro de Lisboa, foi o consórcio da empresa francesa Thales e da chinesa CRRC Tangshan a impugnar judicialmente o concurso para a compra de comboios e de um sistema de sinalização. De acordo com o Expresso, a ação deu entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra a 20 de dezembro e representa um processo de contencioso pré-contratual.

Na corrida, estava um outro consórcio entre o suíço Stadler e a alemã Siemens, que saiu vencedor do concurso em questão. Em causa está a compra de 14 unidades triplas e de um novo sistema de sinalização do Metro de Lisboa, com um valor base de 127 milhões de euros.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Concursos para compra de comboios para CP e Metro de Lisboa impugnados

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião