Lidl deixa de vender sacos de plástico em 2020. Serão menos 25 milhões de sacos de plástico no mercado

Em alternativa, o supermercado tem à venda sacos de ráfia a 60 cêntimos ou sacos de papel médios ou grandes por 10 e 14 cêntimos, respetivamente.

A guerra ao plástico promete intensificar-se em 2020. Depois de os comerciantes de Lisboa estarem proibidos desde 1 de janeiro de usarem louça de plástico descartável, nomeadamente copos, na rua, ou seja, fora dos próprios estabelecimentos (com um prazo de 90 dias para adaptação ao novo regulamento municipal), a cadeia de supermercados Lidl Portugal anunciou esta sexta-feira que decidiu eliminar por completo em 2020 a venda de sacos de plástico para o transporte de compras, nas mais de 255 lojas no território nacional.

Com esta operação de redução de resíduos poluentes, iniciada de forma faseada em maio de 2019, o Lidl torna-se assim na primeira cadeia de retalho alimentar a tomar esta decisão de erradicar a 100% a venda de sacos de plástico. Por ano, serão cerca de 25 milhões de sacos de plástico que não sairão para o mercado em Portugal.

Além disso, o Lidl promete ainda que, até ao fim de 2020, todas as embalagens de artigos alimentares e não alimentares de marca própria (que representam cerca de 70% dos produtos vendidos) serão feitas de material reciclado ou fibra virgem com certificação FSC. Esta certificação assegura que o papel e o cartão utilizados na produção de embalagens têm origem em florestas com gestão sustentável e promovem benefícios sociais, ambientais e económicos.

Até 2025, o Lidl Portugal está igualmente “comprometido em reduzir em 20% a utilização de plástico”, referiu a cadeia em comunicado.

Em vez do plástico, o supermercado vende para o transporte de compras sacos de ráfia com 60% de material reciclado, a 60 cêntimos, ou, no caso das frutas e legumes, sacos reutilizáveis, laváveis e 100% recicláveis, com duas unidades a custarem 69 cêntimos, capazes de suportar um peso até cinco quilos.

Além destas opções, os clientes podem igualmente optar por sacos de papel em dois tamanhos — médio e grande — vendidos a 10 e 14 cêntimos, respetivamente, com 60% a 70% de pasta de papel reciclada na sua composição e certificação FSC Misto (embalagens provenientes de fontes responsáveis).

A utilização de papel sustentável, garante de uma boa gestão florestal, assegura um equilíbrio igualmente importante e vital para o meio ambiente.

Bruno Pereira

Administrador de compras do Lidl Portugal

“A sustentabilidade faz parte do nosso ADN e é transversal a toda a nossa cadeia de valor. O trabalho que temos vindo a desenvolver — com o objetivo de eliminar, reduzir, substituir e transformar — e a sensibilização da sociedade em relação ao plástico é primordial, mas é apenas um dos nossos focos e não o único: a utilização de papel sustentável, garante de uma boa gestão florestal, assegura um equilíbrio igualmente importante e vital para o meio ambiente”, comentou Bruno Pereira, administrador de compras do Lidl Portugal, no mesmo comunicado.

Desde agosto de 2018 o Lidl descontinuou a venda de plásticos descartáveis, “evitando a entrada anual no sistema de 12,5 milhões de copos e mais de cinco milhões de pratos”.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história e às newsletters ECO Insider e Novo Normal.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Lidl deixa de vender sacos de plástico em 2020. Serão menos 25 milhões de sacos de plástico no mercado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião