Tensão no Médio Oriente pressiona Wall Street

Depois de uma sessão de recordes, os mercados norte-americanos mergulharam para terreno negativo. Isto face ao ataque aéreo levado a cabo pelos EUA que está a intensificar as tensões no Médio Oriente.

A morte do general iraniano Qassem Soleimain num ataque aéreo levado a cabo pelos Estados Unidos acabou com o otimismo que se estava a fazer sentidos nos mercados, no arranque de 2020. Na última sessão desta semana, Wall Street fechou, assim, em terreno negativo.

O índice de referência, o S&P 500, desvalorizou 0,68% para 3.235,75 pontos. De igual modo o índice tecnológico Nasdaq recuou 0,76% para 9.022,85 pontos e o industrial Dow Jones caiu 0,79% para 28.641,13 pontos.

Por ordem do presidente Donald Trump, as forças armadas dos Estados Unidos “tomaram medidas defensivas decisivas para proteger o pessoal norte-americano no estrangeiro”, matando o general iraniano Qassem Soleimani num ataque aéreo a Bagdad.

Entretanto, Trump já veio acrescentar que a decisão de atacar Soleimani foi tomada na iminência de um ataque iraniano. “Tomámos ação ontem à noite para parar uma guerra. Não para começar uma guerra”, disse o chefe de Estado. O presidente norte-americano reafirmou o seu “grande respeito pelo Irão”, mas sublinhou que não se irá conter “se houver provocações”.

Em reação à morte do general em causa, o líder supremo do Irão prometeu vingar a morte do general em causa e declarou três dias de luto nacional. “Uma vingança implacável aguarda os criminosos que encheram as mãos com o seu sangue e o sangue de outros mártires”, avisou Ali Khamenei, citado pela agência de notícias France-Presse.

Esta subida de tom das tensões geopolíticas no Médio Oriente desfez o otimismo que tinha marcado as negociações no arranque deste ano e está agora a pressionar os mercados.

A pesar por Wall Street estiveram, além disso, os dados relativos à indústria norte-americana, que estão em mínimos de mais de dez anos em resultado da guerra comercial dos EUA com a China. Tal reforça, de resto, o receio de abrandamento da economia.

Na sessão desta sexta-feira, destaque para o setor das armas, com a Lockheed Martin Corp e a Northrop Grumman Corp a ver os seus títulos subirem 3,6% para 413,74 dólares e 5,45% para 375,01 dólares respetivamente.

Já no vermelho terminaram os títulos da American Airlines, recuando 4,95% para 27,65 dólares, face à perspetiva de que os custos das operações irão aumentar.

Nota ainda para Tesla, cujas ações avançaram 2,96% para 443,01 dólares, depois de a fabricante automóvel de Elon Musk ter conseguido superar as expectativas de entrega de automóveis.

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