Rui Rio defende que PSD “não pode triturar líderes” sempre que não vence eleições

  • Lusa
  • 14 Janeiro 2020

O atual presidente do PSD disse não ter ficado nada surpreendido com o resultado das diretas realizadas no sábado. Para a segunda volta, diz que não irá fazer uma campanha agressiva a atacar outros.

O presidente do PSD e recandidato ao cargo, Rui Rio, defendeu esta terça-feira que o partido não pode andar “a triturar líderes” sempre que não vence eleições, considerando que tal afeta a confiança dos portugueses.

“O PSD não pode mudar de líder como quem muda de camisa, não pode de congresso em congresso andar a trocar de líder, eu sou o 18.º, o PSD é o partido que teve mais líderes. O PSD não pode andar a triturar líderes, se andar os portugueses olham para o PSD e não merece a confiança que deve“, afirmou Rio em entrevista à Antena 1, a primeira desde as diretas de sábado, em que foi o mais votado, mas ficou a 0,56% da maioria absoluta.

O atual presidente do PSD disse não ter ficado nada surpreendido com o resultado de sábado: “Bate certinho com o que respondia quando as pessoas me perguntavam sobre o resultado: eu acho que consigo ganhar à primeira volta, é difícil, mas é possível”, disse.

Questionado sobre a razão pela qual os militantes do PSD devem votar nele em vez de em Luís Montenegro na segunda volta do próximo sábado, Rio considerou que a primeira é, precisamente, a estabilidade.

“Se nós, de cada vez que temos um ato eleitoral e não conseguimos ter mais um voto que o adversário, temos automaticamente de trocar de líder, vamos ter dificuldade em criar confiança e sustentabilidade na opinião pública, por isso me recandidato”, acrescentou Rui Rio.

Quanto à semana final de campanha para esta segunda volta, o atual presidente do PSD diz que não esperem dele “uma campanha agressiva a atacar os ouros“. “Não é muito do meu estilo, e não vou começar agora a apontar defeitos no adversário para que votem em mim, não é o meu género”, afirmou.

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