Portugal fica apenas com 1% do novo fundo europeu para a descarbonização

  • ECO
  • 15 Janeiro 2020

Dos 7,5 mil milhões de euros que a Comissão Europeia vai destinar ao Fundo para uma Transição Justa, Portugal deverá receber apenas 79 milhões de euros, o equivalente a 1,05%.

Portugal vai ficar com apenas 1% do novo Fundo para uma Transição Justa (FTJ), também conhecido como fundo europeu para a descarbonização. Dos 27 Estados-membros, apenas dez vão receber menos subsídios do que Portugal ao abrigo deste instrumento.

De acordo com o Jornal de Negócios, a proposta da Comissão Europeia prevê para Portugal 79 milhões de euros, o equivalente a 1,05% dos 7,5 mil milhões de euros que o FTJ pretende distribuir.

Atrás de Portugal há apenas dez Estados-membros a receber montantes menores, como por exemplo a Grécia (66 milhões de euros). A liderar a tabela está a Polónia, com dois mil milhões de euros, dado ser o país mais afetado pelo abandono da exploração e consumo de carvão, mas também países como a Roménia (757 milhões de euros) e a Estónia (125 milhões de euros). Estes valores não são finais, dado ainda estarem a decorrer negociações com o Parlamento Europeu e com os líderes europeus.

Para Portugal se candidatar ao FTJ, o Governo ainda não tem preparado qualquer plano, dado que preferiu conhecer primeiro a proposta da Comissão Europeia. Contudo, houve países que preferiram arriscar e candidatar-se mesmo sem conhecerem detalhes, o que acabou por trazer benefícios, revelou uma fonte comunitária ao Negócios.

Esta verba de 7,5 mil milhões não está inscrita na proposta para o próximo Orçamento de longo prazo da União Europeia. Isto é, por cada euro de financiamento assegurado pelo FTJ, os Estados-membros têm de adicionar, pelo menos, 1,5 euros oriundos do Fundo Social Europeu e do FEDER. Quer isto dizer que, para financiar este fundo da descarbonização, a Comissão Europeia vai buscar o dinheiro à Política de Coesão, para a qual sugere um corte de 7% no próximo quadro comunitário.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugal fica apenas com 1% do novo fundo europeu para a descarbonização

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião