Só 30 empresas do Stoxx 600 cumprem regra da paridade

Segundo o relatório do European Women on Boards, apenas 30 empresas estão próximas do equilíbrio definido pela Comissão Europeia. Há 53 cotadas cujos boards são dominados por homens.

Grande parte das maiores empresas europeias não respeitam as leis da paridade. Olhando para o Stoxx 600, o estudo do European Women on Board (EWoB) revela que apenas 33% dos membros dos conselhos de administração são mulheres. As quatro cotadas no índice das maiores empresas do Velho Continente colocam Portugal na 11.ª posição do ranking da paridade de género.

A Comissão Europeia determinou que as empresas terão de contar com, no mínimo, 40% de mulheres nas suas administrações. O “European Women on Boards Gender Diversity Index” revela que, no global, as cotadas estão aquém deste patamar. Só 30 empresas estão próximas do equilíbrio definido, ou seja 5% do total, e existem 53 cotadas cujos boards são dominados por homens.

Apenas 28 das quase 600 empresas analisadas são lideradas por uma pessoa do sexo feminino (CEO), 99 empresas têm uma mulher nos três primeiros níveis de liderança (conselho de administração, diretora financeira e diretora de operações), perfazendo 17% do total das empresas consideradas. Quando existe uma mulher nos três primeiros níveis de liderança, as empresas tendem a contar com mais mulheres nos cargos executivos, revela a EWoB.

Entre os setores onde há um maior equilíbrio entre homens e mulheres em cargos de liderança, destaca-se o setor tecnológico e dos media, seguido do financeiro e serviços de seguros. Em contraciclo está o setor industrial e de serviços.

Como é a paridade nas cotadas portuguesas?

Apesar de Portugal ter apenas quatro empresas no Stoxx 600, o país ocupa o 11.º lugar entre a lista de 17 países representados no índice de referência europeu, bem à frente da Alemanha, Espanha, Suíça e Luxemburgo. É na Noruega que há mais mulheres a tomar as rédeas das empresas, seguida de França e Suécia.

Portugal ocupa a 11.ª posição entre a lista de países com maior paridade de género do Stoxx 600. Ainda assim, não tem nenhuma mulher CEO nas quatro empresas cotadas.Fonte: European Women on Boards

De acordo com o relatório, das 20 empresas com melhor desempenho no que toca à paridade, sete são francesas, cinco são suecas, que está em pé de igualdade com o Reino Unido. Embora a Noruega tenha relativamente poucas empresas no índice (apenas 15), essas empresas tendem a obter uma boa pontuação e duas delas estão entre as 20 principais.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Só 30 empresas do Stoxx 600 cumprem regra da paridade

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião