BRANDS' ECO O impacto da Garantia Mútua na economia portuguesa

  • BRANDS' ECO
  • 17 Janeiro 2020

Entre 2011 e 2016, o investimento total resultante da utilização da garantia mútua foi de cerca de 3,8 mil milhões de euros. Como é que isso impactou as empresas e a economia?

O Estudo “Impacto adicional do sistema português de garantia mútua em 2011-2016”, divulgado pela SPGM, teve como objetivo analisar o impacto da garantia mútua nas empresas que a ela recorrem e as consequências da interação dessas empresas com o restante tecido empresarial, estimando o impacto global na economia portuguesa ao nível da produção e do emprego.

Desenvolvido pelo Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da Católica Porto Business School, o estudo mostra que as empresas utilizadoras de garantia mútua aumentaram a sua taxa de investimento total em 7,5 pontos percentuais. Mas não só.

Conheça as principais conclusões do estudo.

A utilização da garantia mútua neste período permitiu:

1. Reduzir a taxa de custo da dívida dos utilizadores em 0,57 pontos percentuais;

2. Poupar 186 milhões de euros em encargos financeiros aos seus utilizadores;

3. Facilitar o acesso ao crédito bancário, aumentado o seu peso na estrutura de capitais dos utilizadores em 5 pontos percentuais;

4. O acesso dos utilizadores a 7,8 mil milhões de euros de dívida financeira adicional;

5. Alongar a maturidade da dívida em 2 pontos percentuais

6. O investimento adicional em ativos tangíveis de 1,7 mil milhões de euros;

7. Induzir exportações adicionais no valor de 800 milhões de euros;

8. Induzir uma variação adicional positiva de 0,6% ao ano no emprego dos utilizadores, correspondendo a 14 mil postos de trabalho;

9. Aumentar significativamente a probabilidade de sobrevivência dos seus utilizadores;

10. Aumentar o Valor Acrescentado Bruto (VAB) português em 5,1 mil milhões de euros;

11. Reforçar o emprego em Portugal entre 0,5% e 0,78%;

12. Moderar o impacto do risco de créditos no pricing das operações, sobretudo durante o período da crise financeira.

O estudo completo pode ser consultado aqui.

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