Wall Street recua de máximos preocupado com vírus da China

Um doente no Estado de Washington foi diagnosticado com o novo vírus detetado até agora apenas na China. Surto viral deixou Wall Street no vermelho, depois de vários dias a bater recordes.

Wall Street recuou face aos máximos de sempre alcançados na última sessão. Os investidores regressaram esta terça-feira ao ativo, após o feriado do Dia de Martin Luther King, celebrado esta segunda. Mas o regresso ficou marcado pelos receios em relação ao surto viral na China — que já chegou aos EUA — e pelo pessimismo do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O S&P 500 recuou 0,32% para 3.318,67 pontos. Também o industrial Dow Jones e o tecnológico Nasdaq cederam 0,60% e 0,22%, respetivamente. Os três principais índices fecharam abaixo da linha de água depois de várias sessões seguidas de baterem recordes.

Para este desempenho negativo contribuíram as notícias em relação ao surto do vírus na China, que já conheceu desenvolvimentos nos EUA. Um doente no Estado de Washington foi diagnosticado com o novo vírus que causa pneumonias virais e que já provocou a morte a seis pessoas na China.

Foi neste cenário que as ações mais expostas à China foram as mais castigadas. A United Airlines caiu mais de 4% e a Carnival perdeu mais de 2%. Os operadores de hotéis e casinos Las Vegas Sands e Wynn Resorts, com negócios no mercado chinês, perdem mais de 5%. A siderúrgica United States Steel tombou 5%.

Na frente macroeconómica, as notícias também não foram favoráveis. O FMI cortou as previsões para o crescimento da economia mundial em 2020 e 2021. Também as perspetivas para a evolução económica na Zona Euro foram revistas em baixa pelo organismo liderado por Kristalina Georgieva.

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