Centeno: “Vistos gold e Isabel dos Santos não são exatamente a mesma coisa”

A deputada do Bloco de Esquerda tinha associado a empresária angolana aos vistos gold que considera ser uma "aberração moral". O ministro das Finanças desligou os dois temas.

O ministro das Finanças desligou esta segunda-feira o caso Isabel dos Santos das regras dos vistos gold, embora tenha admitido “preocupações” com as autorizações de residência no âmbito deste regime especial.

A questão surgiu no debate da especialidade do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020) através da deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua enquanto defendia o fim dos vistos gold, uma proposta que os bloquistas entregaram para alterar o Orçamento.

“Os vistos gold são uma aberração moral”, disse a deputada do Bloco de Esquerda que perguntou a Mário Centeno se quer “continuar a ser co-responsável por este mecanismo”. Mariana Mortágua defendeu “mais ou menos” vai sendo conhecido o que está “pode trás dos vistos gold”, tendo dito também que “toda a gente sabia de onde vem a fortuna de Isabel dos Santos”.

Na resposta, Mário Centeno disse partilhar as “preocupações com os vistos gold”, mas sublinhou que não mistura os dois temas. “Não faria a associação que fez aqui. O tema vistos gold e o tema Isabel dos Santos não é exatamente a mesma coisa”, frisou.

O governante defendeu ainda que as autoridades que seguem os vistos gold devem “atuar sempre que necessário”.

A empresária angolana está a ser investigada por desvio de fundos quando era presidente da Sonangol, tendo sido constituída arguida em Angola. Isabel dos Santos tem à venda empresas portuguesas como o EuroBic e a Efacec. Conta ainda com posições na Galp e a Nos.

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