Centeno: “Vistos gold e Isabel dos Santos não são exatamente a mesma coisa”

A deputada do Bloco de Esquerda tinha associado a empresária angolana aos vistos gold que considera ser uma "aberração moral". O ministro das Finanças desligou os dois temas.

O ministro das Finanças desligou esta segunda-feira o caso Isabel dos Santos das regras dos vistos gold, embora tenha admitido “preocupações” com as autorizações de residência no âmbito deste regime especial.

A questão surgiu no debate da especialidade do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020) através da deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua enquanto defendia o fim dos vistos gold, uma proposta que os bloquistas entregaram para alterar o Orçamento.

“Os vistos gold são uma aberração moral”, disse a deputada do Bloco de Esquerda que perguntou a Mário Centeno se quer “continuar a ser co-responsável por este mecanismo”. Mariana Mortágua defendeu “mais ou menos” vai sendo conhecido o que está “pode trás dos vistos gold”, tendo dito também que “toda a gente sabia de onde vem a fortuna de Isabel dos Santos”.

Na resposta, Mário Centeno disse partilhar as “preocupações com os vistos gold”, mas sublinhou que não mistura os dois temas. “Não faria a associação que fez aqui. O tema vistos gold e o tema Isabel dos Santos não é exatamente a mesma coisa”, frisou.

O governante defendeu ainda que as autoridades que seguem os vistos gold devem “atuar sempre que necessário”.

A empresária angolana está a ser investigada por desvio de fundos quando era presidente da Sonangol, tendo sido constituída arguida em Angola. Isabel dos Santos tem à venda empresas portuguesas como o EuroBic e a Efacec. Conta ainda com posições na Galp e a Nos.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Centeno: “Vistos gold e Isabel dos Santos não são exatamente a mesma coisa”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião