Maló expande negócio ao turismo de saúde. Quer ganhar 10 milhões de euros por ano com novo segmento

  • ECO
  • 27 Janeiro 2020

Empresa entra num novo segmento de negócio depois de os novos donos Atena Equity Partners terem anunciado que têm 15 milhões de euros para investir na expansão.

A Maló Clinic vai expandir o negócio com a criação de uma nova unidade de negócio dedicada ao Turismo de Saúde. O objetivo do grupo é captar 10 mil clientes por ano nos próximos cinco anos, o que poderá representar um volume de negócios de 10 milhões de euros só neste segmento, anunciou a empresa em comunicado.

A clínica, que tem atualmente um volume de negócios de cerca de 30 milhões de euros, está a finalizar parcerias com agências de viagens especializadas em turismo de saúde e criou uma equipa dedicada que conta com mais de uma dezena de profissionais, entre médicos, assistentes e especialistas em marketing e comunicação digital.

A aposta inicial está centrada em clientes de países europeus, nomeadamente nos países nórdicos e da Europa Central, mas com uma ambição global e chegar a cada vez mais mercados.

“A Maló Clinic é já uma marca internacionalmente reconhecida, mas que agora passa a contar com uma estratégia específica na área do Turismo de Saúde”, afirmou José Henriques, operating partner da Atena EP na Maló Clinic. “Com esta aposta pretendemos potenciar a nossa capacidade clínica em Portugal, onde contamos com uma equipa de excelência que é referência a nível mundial, e explorar uma nova avenida de crescimento com base nas nossas vantagens competitivas e na nossa rede de parceiros a nível mundial”.

Atualmente, o corpo clínico da Maló Clinic é composto por mais de 120 médicos, mais de 160 mil pacientes, 14 clínicas e seis laboratórios.

O anúncio do novo negócio surge numa altura de reestruturação para o grupo. Há dois meses, o fundador da Maló Clinic abandonou o grupo, que foi vendido à Atena Equity Partners em maio do ano passado. A sociedade gestora de fundos tem 15 milhões para investir na Maló Clinic, sendo que pretende expandir os segmentos e as geografias em que está presente.

Em simultâneo, a empresa está envolvido num Processo Especial de Revitalização (PER) no pede o perdão parcial de uma dívida de quase 30 milhões de euros que tem junto de vários credores.

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