Apple sobe mais de 2%, mas Wall Street não escapa ao vermelho

A Apple e a Boeing deram gás às bolsas norte-americanas, esta quarta-feira. Os investidores continuam, contudo, preocupados com o impacto económico do coronavírus.

Apesar dos ganhos registados pela Apple e pela Boeing, Wall Street fechou a sessão desta quarta-feira em terreno negativo. A decisão da Fed de manter as taxas de juros inalteradas pesou sobre os mercados norte-americanos e deixou o índice de referência no vermelho. Além disso, o coronavírus continua a preocupar os investidores.

O S&P 500 encerrou a sessão a desvalorizar 0,04% para 3.274,95 pontos. A contrariar, o tecnológico Nasdaq avançou 0,09% para 9.278,33 pontos e o industrial Dow Jones somou 0,09% para 28.747,60 pontos.

Esta quarta-feira foi dia de a Reserva Federal dos Estados Unidos se pronunciar sobre as taxas de juro. A Fed decidiu, no entanto, manter entre os 1,5% e 1,75%, o que pressionou os mercados. Em comunicado, a Reserva Federal reiterou, ainda, que irá “monitorizar” as implicações na economia mundial, que poderá sofrer abrandamentos devido ao coronavírus originado na China. De notar que a última alteração nas taxas de juro de referência aconteceu em 30 de outubro de 2019, a terceira descida no ano.

A propósito, os investidores continuam preocupados com a epidemia de coronavírus, que já matou 132 pessoas, até ao momento. Várias empresas já fizeram mesmo saber que este surto terá efeitos negativos nas suas operações. O Starbuks, por exemplo, anunciou que irá fechar milhares de estabelecimentos na China, face a esta situação, sendo expectável que tal pese sobre os seus resultados. Em consequência, os títulos do Starbucks caíram 2,12% para 86,72 dólares, esta quarta-feira.

A puxar pelos mercados norte-americanos estiveram, por outro lado, sobretudo a Apple e a Boeing. Os títulos da tecnológica fundada por Steve Jobs valorizaram 2,09% para 324,34 dólares, depois de ter revelado que os resultados obtidos durante o período natalício foram ainda melhores do que os esperados.

Por sua vez, as ações da Boeing subiram 1,71% para 322,02 dólares. Isto depois da fabricante aérea ter anunciado que, afinal, a saída de circulação aérea dos Boeing 737 Max terá um custo de 19 mil milhões de dólares, valor inferior ao estimado pelos analistas.

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