Coronavírus faz 132 mortos. Há o primeiro caso confirmado no Médio Oriente

  • Lusa e ECO
  • 29 Janeiro 2020

Número de mortos causado pelo coronavírus aumentou para 132. O novo balanço dá ainda conta de mais de 5.900 casos de pessoas infetadas.

O novo coronavírus provocou a morte a mais 26 pessoas, aumentando para 132 o número de mortos na China devido ao surto que começou na cidade de Wuhan, informaram esta quarta-feira as autoridades locais. Foi detetado o primeiro caso no Médio Oriente.

Segundo a Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês), a maioria das mortes foram registadas na província de Hubei, na China, e o número de casos confirmados subiu para 5.974, mais 1.400 relativamente ao balanço anterior.

O coronavírus foi detetado na cidade chinesa de Wuhan (centro) no final de 2019. A China concentra a maioria dos casos de infeção, mas o vírus já se espalhou por vários países. Há casos confirmados em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Austrália e Canadá.

Esta quarta-feira foi detetado o primeiro caso de infeção nos Emirados Árabes. A notícia foi avançada pela agência de notícias estatal WAM dos Emirados Árabes Unidos, citando o Ministério da Saúde.

Na Europa, a Alemanha confirmou as autoridades de saúde confirmaram mais três casos de contágio pelo novo coronavírus (2019-nCoV) detetado na China, aumentando para quatro o número de contagiados naquele país. A Alemanha é o segundo país na Europa afetado pelo surto, depois de França.

Em Portugal, não se confirmou a infeção de um homem que apresentava suspeitas e que foi hospitalizado no sábado, em Lisboa, depois de ter regressado de Wuhan. Há duas dezenas de portugueses que estão na zona afetada, sendo que o Governo admite repatriá-las.

Epidemia já é maior que o SARS

O número de infeções pelo novo coronavírus na China já excedeu o da epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) no país entre 2002 e 2003, que matou 774 pessoas em todo o mundo, segundo dados oficiais esta quarta-feira divulgados.

O ministro da Saúde chinês, Ma Xiaowei, alertou no domingo que os infetados podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas.

Durante aquele período, os infetados não revelam sintomas, o que anula o efeito das medidas de rastreio, como medição de temperatura nos aeroportos ou estações de comboio. Os sintomas incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias.

Ao mesmo tempo que a China acelera a construção de um hospital para tratar os doentes infetados, está já a ser desenvolvida uma vacina para combater a epidemia, mas esta poderá demorar algum tempo até poder ser administradas nos pacientes já que será necessário realizar, previamente, vários testes.

Voos suspensos e empresas paradas

Vários são os efeitos que o surto está a provocar entre as companhias aéreas ou as empresas a operar na China. A British Airways anunciou esta quarta-feira a suspensão de todos os voos para a China continental, seguindo ordens do Reino Unido, para evitar viagens para o país. “Suspendemos todos os voos de e para a China continental, com efeito imediato, após a recomendação do Ministério das Relações Exteriores”, afirmou a companhia aérea britânica num comunicado enviado à Agência France Presse (AFP).

Entretanto, a companhia aérea russa Ural Airlines, que opera para Munique, Paris e Roma, anunciou a suspensão de todos os voos para a Europa pelo mesmo motivo. “Devido à situação epidémica na China e com a implementação de medidas restritivas pelas autoridades chinesas e pela agência de turismo russa destinadas a turistas chineses e russos, a Ural Airlines é forçada a cancelar uma série de voos até final do inverno”, anunciou a empresa à agência de notícias pública TASS.

A Toyota, por seu lado, decidiu prolongar a suspensão da produção nas suas três fábricas na China até 9 de fevereiro. Estas fábricas estão encerradas desde o Ano Novo chinês.

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