Aldeias do Xisto lançam fundo imobiliário para recuperação e valorização do património

  • Lusa
  • 10 Fevereiro 2020

A adesão ao fundo poderá ser feita através da venda dos imóveis ao fundo, do investimento financeiro ou da cedência dos imóveis para exploração pelo fundo.

As Aldeias do Xisto vão criar um fundo imobiliário para a recuperação e valorização do património edificado no contexto das aldeias, foi esta segunda-feira anunciado pela ADXTUR – Agência para o Desenvolvimento das Aldeias do Xisto.

“A adesão ao fundo imobiliário far-se-á através de unidades de participação, podendo assumir formas tão distintas como a venda dos imóveis ao fundo, o investimento financeiro, a transformação do património edificado em unidades de participação ou a cedência dos imóveis para exploração pelo fundo“, lê-se numa nota de imprensa enviada à Lusa.

A ADXTUR destaca que este fundo terá uma arquitetura inovadora, que “permite juntar pequenos aforradores e grandes investidores em torno de uma oportunidade de negócio, que representa também uma maior abertura do território ao exterior e um impulso na capacidade de atração e fixação de pessoas”. “Nesta primeira fase, será dada prioridade a imóveis no interior das 27 aldeias do xisto, em contextos cénicos, paisagísticos e naturais de interesse e ainda a imóveis com um valor histórico e cultural”, acrescenta a informação.

Aldeias do XistoPixabay

Citado na nota de imprensa, o diretor executivo da ADXTUR, Rui Simão, destaca a relevância deste fundo como forma de voltar “a mobilizar os parceiros e a convocar investidores externos e institucionais em torno da reabilitação e valorização do edificado, invertendo o declínio patrimonial e atraindo novas ambições, motivações e compromissos que estimulem a energia social que este território necessita e merece”.

A medida contribuirá ainda para “garantir uma maior abertura do território das Aldeias do Xisto ao exterior, preenchendo lacunas na oferta turística já existente, mas também colocando no mercado imóveis para outros fins, como por exemplo acolhimento científico e artístico, aluguer de longa duração, time sharing, entre outros”.

Entre as vantagens enumeradas está igualmente o facto de este fundo juntar liquidez, património, capacidade financeira e planeamento estratégico, além de promover a cooperação, facilitar o investimento e assegurar a qualidade dos imóveis, reduzindo o risco e a incerteza, bem como a amplitude de valores e concorrência negativa em preço e práticas.

O fundo deverá ainda favorecer o duplo investimento e retorno (financeiro e em qualidade de vida) e estimular a alocação de capital imobiliário onde existem lacunas e onde efetivamente cria rendimento, sem criar conflito com atividades já em funcionamento. Da lista também consta o contributo para dotar o território de novos imóveis que possibilitam a residência permanente a custo acessível, com rendimento seguro para o fundo.

A ADXTUR destaca que está em causa uma ação “ancorada e que beneficia da solidez e alcance da marca Aldeias do Xisto” e frisa que nas freguesias com aldeias inscritas na rede das 27 Aldeias do Xisto a média de preço dos imóveis é de 670 euros por metro quadrado, ao passo que nas restantes freguesias não urbanas do território a média de preço dos imóveis é de 580 euros por metro quadrado.

A Rede das Aldeias do Xisto é um projeto de desenvolvimento sustentável, de âmbito regional, liderado pela ADXTUR, que tem sede na Barroca, concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Aldeias do Xisto lançam fundo imobiliário para recuperação e valorização do património

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião