Justiça investiga novos conflitos de interesse no Crédito Agrícola

  • ECO
  • 12 Fevereiro 2020

Grupo de associados da Caixa Agrícola de Salvaterra de Magos enviou queixa-crime ao Ministério Público devido às ligações familiares entre os gestores daquela instituição.

O Crédito Agrícola está envolvido em nova polémica, depois do caso da mulher do presidente, Licínio Pina, a quem o banco pagava 2.000 por mês para assegurar a “estabilidade emocional” do CEO. Agora, um grupo de mais de 100 associados da Caixa Agrícola de Salvaterra de Magos e Benavente enviou uma queixa-crime ao Ministério Público devido a “potencial conflito de interesses”, de acordo com o Público (acesso pago).

Aquela Caixa regional tem nos seus órgãos sociais vários membros com ligações familiares próximas entre si. O presidente executivo José Moreira é irmão do atual presidente da mesa da assembleia-geral, que já foi administrador da instituição ribatejana, em que o contabilista é seu genro que, por sua vez, é cunhado de um gerente de balcão e sobrinho do presidente.

De acordo com o jornal, são acusados por alguns associados de negócios cruzados, sem que o grupo Caixa Central de Crédito Agrícola, que agrega sob sua alçada 80 Caixas regionais, tenha até agora feito qualquer intervenção, como tem vindo a fazer em várias Caixas.

Além do Ministério Público, a queixa-crime dos 120 associados foi reportada ao Banco de Portugal.

Em reação, Licínio Pina disse ao jornal que não tem ferramentas para intervir imediatamente em casos de conflitos de interesse.

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