Exportações na Saúde atingem máximo histórico. Empresas apostam no estrangeiro

As exportações portuguesas em Saúde atingiram um máximo histórico de 1,5 mil milhões de euros em 2019. Estrangeiro ganha dimensão no volume de negócios das empresas.

O ano de 2019 foi recorde para as exportações portuguesas em Saúde. Atingiram os 1,5 mil milhões de euros, valor que representa um máximo histórico, de acordo com os dados da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep), tendo como fonte o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O setor da saúde “representa um volume de negócios anual na ordem dos 30 mil milhões de euros e um valor acrescentado bruto de cerca de nove mil milhões, envolvendo perto de 90 mil empresas e empregando quase 300 mil pessoas”, aponta a Health Cluster Portugal (HCP), uma associação privada sem fins lucrativos, em comunicado.

A evolução positiva registada até agora “traduz o investimento persistente que tem vindo a ser feito pelas empresas nacionais na sua aposta de internacionalização”, salienta Salvador de Mello, presidente do HCP, citado em comunicado. Uma dessas empresas é a Glintt, que exporta soluções hospitalares e de farmácia.

Em 2019 – até ao 3º trimestre – o valor investido em tecnologia para o estrangeiro já valia 26% do volume de negócios da empresa, adiantou, ao ECO, o CEO da Glintt, Nuno Vasco Lopes. “São, assim, valores que ultrapassam os 21 milhões de euros por ano“, continuou.

A empresa portuguesa exporta tecnologia na área da Saúde para países como Espanha, Brasil e Angola. Para este ano, a empresa está “otimista”, tendo nos planos “continuar a apostar no posicionamento ibérico, com elevado foco em Espanha”. Neste mercado, a Glintt está a “crescer de forma inorgânica através da aquisição de empresas”, como foi o caso da Loginfar e a Farmasoft.

A farmacêutica portuguesa Bial também é uma das exportadoras nesta área. “Nos últimos dez anos, o peso das vendas nos mercados internacionais tem sido crescente, representando hoje mais de 75% do volume de negócios do grupo, que em 2019 ultrapassou os 300 milhões de euros“, adiantou fonte oficial da Bial ao ECO.

A Bial vende internacionalmente medicamentos de investigação própria, nomeadamente um medicamento para a epilepsia e um anti-parkinsoniano. Tal como a Glintt, o mercado espanhol é um dos focos, sendo que, em 2019, ocupou o primeiro lugar nas vendas do grupo. Seguiu-se Portugal e os Estados Unidos.

O HCP vê as exportações nesta área aumentar nos próximos anos. A organização, que assinou um pacto de competitividade e internacionalização para a Saúde com o Ministério da Economia, definiu como objetivo estratégico até 2025, ultrapassar os 2,5 mil milhões de euros de exportações em saúde.

No valor de exportações estão incluídas a fabricação de produtos farmacêuticos de base, a fabricação de preparações farmacêuticas, a fabricação de equipamento de radiação e eletromedicina e a fabricação de instrumentos e material médico-cirúrgico.

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