Brisa lucra mais de 200 milhões. Portagens crescem 5%

A Brisa Concessão Rodoviária lucrou mais de 200 milhões de euros no ano passado, fruto de um aumento da circulação nas autoestradas portuguesas que puxou pelas receitas com portagens.

A Brisa Concessão Rodoviária lucrou 204,5 milhões de euros em 2019, um crescimento de 22,6% do resultado líquido face ao ano anterior. Esta evolução é explicada pelo aumento das receitas de portagem e das áreas de serviço e por uma redução dos custos financeiros, revelou a empresa numa nota enviada à CMVM.

No ano passado, as receita com portagens nas concessões controladas pela empresa subiram 5,1%, para 622,9 milhões de euros, num contexto de aumento de 3,7% da circulação nas autoestradas e de aumento de 1% nos preços. No que toca às áreas de serviço, foi registado um crescimento de 39,6% das receitas, “beneficiando da recente negociação de contratos”.

Desta feita, os proveitos totais da Brisa Concessão Rodoviária (BCR) em 2019 aumentaram 6,1% no global, fixando-se em 653,8 milhões de euros, impulsionando em 7,9% o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), para os 519,9 milhões de euros.

Os custos operacionais caíram 0,3% no período, para 133,9 milhões de euros, ainda que os custos com pessoal tenham crescido 6,1%, para 1,7 milhões de euros. No final de 2019, a empresa empregava 10 colaboradores.

Além desta melhoria nas despesas operacionais, a empresa registou uma redução de 8,9% nos custos financeiros, para 60,6 milhões de euros: “Os custos financeiros registaram uma evolução muito positiva […] essencialmente explicada pelo decréscimo dos encargos financeiros que deixaram de ser suportados pela BCR na sequência do reembolso, em abril de 2018, de um empréstimo obrigacionista de 300 milhões de euros”, explica a empresa.

A 31 de dezembro de 2019, a BCR registavam uma dívida líquida nominal de 1.742 milhões de euros. Encolheu 5,5% face ao mesmo período de 2018.

(Notícia atualizada pela última vez às 17h00)

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