Português eleito para autoridade europeia que decide resolução de bancos

Pedro Machado é atualmente diretor dos Serviços Jurídicos do Banco de Portugal e vai integrar a administração Conselho Único de Resolução a partir do próximo dia 1 de março.

Pedro Machado, diretor dos Serviços Jurídicos do Banco de Portugal, vai integrar o conselho de administração da autoridade europeia de resolução bancária a partir do próximo dia 1 de março.

Embora já tivesse sido aprovado pelo Parlamento Europeu no dia 30 de janeiro, só esta segunda-feira é que a proposta de Pedro Machado para o cargo de vogal do Conselho Único de Resolução foi ratificada pelo Conselho Europeu. Além do português, também foram aprovados os nomes do holandês Jan Reinder De Carpentier (vice-presidente) e do Jesús Saurina para a administração daquele organismo que é liderado pela alemã Elke König.

O Conselho Único de Resolução é a autoridade europeia de resolução. Tem como missão assegurar que falências de bancos possam ocorrer com o mínimo impacto na economia e nos bolsos dos contribuintes dos Estados membros. Juntamente com as autoridades de resolução nacionais, forma o Mecanismo Único de Resolução.

Pedro Machado trabalha na área da regulação e supervisão financeira há duas décadas. É atualmente diretor do Departamento de Serviços Jurídicos e Chief Legal Counsel do Banco de Portugal.

“Estou muito satisfeito por me juntar ao Conselho Único de Resolução nas próximas semanas. A resolução fez parte do meu trabalho em diferentes períodos da minha carreira ao longo da última década. Estou muito comprometido em trazer a minha experiência para melhorar a capacidade de resolução bancária através de um planeamento sólido”, disse Pedro Machado em comunicado publicado no site da autoridade de resolução.

“Será uma honra servir o Conselho Único de Resolução e contribuir de forma significativa para a União Bancária, um pilar fundamental do projeto europeu”, acrescentou.

O governador Carlos Costa e o conselho de administração do Banco de Portugal manifestaram a satisfação com a designação de Pedro Machado, que “é um motivo de orgulho e de prestígio”. “Aproveito para agradecer o contributo que deu ao Banco de Portugal no desempenho de diversas funções e ao longo dos anos que colaborou com esta instituição”, afirmou Carlos Costa num comunicado divulgado pelo supervisor nacional.

"Estou muito comprometido em trazer a minha experiência para melhorar a capacidade de resolução bancária através de um planeamento sólido. Será uma honra servir o Conselho Único de Resolução e contribuir de forma significativa para a União Bancária, um pilar fundamental do projeto europeu.”

Pedro Machado

Diretor do Departamento de Serviços Jurídicos do Banco de Portugal

Antes do atual cargo, Pedro Machado foi chefe de gabinete do ministro das Finanças Vítor Gaspar, entre 2011 e 2013. Regressou ao Banco de Portugal para as funções de diretor-adjunto do Departamento de Supervisão Prudencial do Banco de Portugal, que ocupou entre 2013 e 2014.

De 2015 até 2017 foi sócio responsável de risco e regulação financeira na PwC Portugal, tendo aceitado o convite para assumir as atuais funções no Banco de Portugal a partir de setembro de 2017. De 2012 a 2015, foi membro não-residente do conselho de administração do Banco Europeu de Investimento.

Pedro Machado é licenciado pela Faculdade de Direito de Lisboa e fez estudos de pós-graduação no Instituto Universitário Europeu (Florença).

Em Portugal, as resoluções ao BES (agosto de 2014) e ao Banif (dezembro de 2015) foram decididas pelo Banco de Portugal, antes de o Conselho Único de Resolução ter iniciado funções em pleno.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Português eleito para autoridade europeia que decide resolução de bancos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião