Estímulos na China e Fed levam Wall Street a novos recordes

Perspetivas de estímulos na China com vista a compensar danos do surto do coronavírus puxaram pelos principais índices bolsistas dos EUA. Moderado otimismo face à economia da Fed também ajudou.

Assistiram-se a novos recordes históricos em Wall Street nesta quarta-feira. As perspetivas de estímulos económicos na China com vista a compensar os danos resultantes do surto do coronavírus puxaram pelos principais índices bolsistas dos EUA. Moderado otimismo face à economia revelado nas minutas da Fed também ajudou.

O S&P 500 e o Nasdaq encerraram na fasquia mais elevada de sempre. O índice que agrega as 500 principais capitalizações bolsistas norte-americanas valorizou 0,47%, para os 3.386,1 pontos, enquanto o índice tecnológico avançou 0,87%, para os 9.817,18 pontos. Perto de recordes fechou também o Dow Jones, com ganhos de 0,4%, para os 29.347,69 pontos.

Os ganhos das ações norte-americanas coincidem com o segundo dia seguido de quedas do número de contágios pelo coronavírus na China, o que aliviou os receios face ao impacto económico resultante da epidemia.

A contribuir para o otimismo em Wall Street esteve também a expectativa de que a China reduza os juros na próxima quinta-feira, numa tentativa de limitar os danos resultantes dos encerramentos de negócios e cortes nas viagens na segunda maior economia do mundo.

A comprovar a melhoria das perspetivas dos investidores face à China esteve o rumo tomado pelas ações da Apple. A tecnológica foi um dos principais motores dos ganhos em Wall Street, com as suas ações a avançarem 1,45%. Recuperam das perdas da sessão anterior que foram ditadas por um alerta de vendas da tecnológica que teme o impacto sobre o seu negócio resultante do surto do coronavírus.

Em terreno positivo, referência ainda para a Garmin. As suas ações dispararam 6,74%, depois de a empresa ter antecipado que as suas receitas anuais vão ficar acima do estimado pelos analistas.

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