China mantém metas de crescimento económico apesar do vírus. Vai apoiar empresas

  • Lusa
  • 24 Fevereiro 2020

Pequim está a estudar reduzir a carga fiscal e as taxas de juros no crédito concedido às empresas, assim como atribuir compensações às áreas pobres mais atingidas pelo surto.

As autoridades chinesas prometeram reduzir impostos e apoiar as empresas a recuperarem dos prejuízos causados pelo surto do coronavírus Covid-19, expressando confiança de que as metas de crescimento do Partido Comunista podem ser alcançadas.

Em conferência de imprensa, as autoridades financeiras e de planeamento económico revelaram estar a estudar a melhor forma de apoiar as empresas, depois de o Presidente chinês, Xi Jinping, ter prometido publicamente, na semana passada, ajudas ao setor agrícola e outras indústrias.

O setor manufatureiro começou nos últimos dias a recuperar a atividade, mas analistas consideram que só a partir de meados de março é que as fábricas e construtoras poderão retomar a sua capacidade total.

A mobilização nacional contra a propagação da doença, que surgiu em dezembro passado, em Wuhan, centro do país, envolveu restrições à movimentação de centenas de milhões de pessoas, durante mais de um mês, ditando o encerramento de fábricas e negócios.

Pequim está a estudar reduzir a carga fiscal e as taxas de juros no crédito concedido às empresas, assim como atribuir compensações às áreas pobres mais atingidas pelo surto, disse o vice-ministro das Finanças, Ou Wenhan.

“Faremos um bom trabalho na implementação da redução das taxas de juros em larga escala e diferimento de impostos, e garantiremos uma implementação eficaz o mais rápido possível”, garantiu.

As autoridades locais enfrentam agora um dilema entre as ordens para retomar a atividade económica e conter a propagação do vírus. O regresso de centenas de milhões de pessoas ao trabalho poderia resultar em novo aumento das infeções.

No domingo, Xi Jinping ordenou que regiões com baixo risco de contágio levantem restrições e retomem a atividade, enquanto as regiões de alto risco devem concentrar-se no controlo. Xi disse ainda que as autoridades também devem garantir o plantio da primavera nas zonas rurais.

Questionado se Pequim vai reduzir as suas metas de crescimento económico para este ano, o secretário geral da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o órgão máximo chinês de planificação económica, disse estar confiante de que o impacto do vírus é temporário.

O Partido Comunista ainda não anunciou a meta de crescimento económico para este ano, após em 2019 ter crescido ao mais baixo ritmo em quase três décadas, de 6,1%.

Analistas esperam que a segunda maior economia mundial cresça 6% este ano, mas advertem que se a doença não for controlada rapidamente, o crescimento poderá cair para 5%, aumentando o risco de perda maciça de empregos, algo visto como politicamente perigoso para o regime.

“O impacto do surto na economia e na sociedade é de curto prazo e geralmente controlável e não mudará os fundamentos económicos positivos de longo prazo da China”, garantiu Cong Liang. “As metas de desenvolvimento económico e social para 2020 podem ser alcançadas”, apontou.

O número de pacientes e mortos na China continental fixou-se hoje em 77.150 e 2.592, respetivamente. No entanto, apenas sete entre as 27 províncias e regiões autónomas da China continental reportaram novos casos diários.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

China mantém metas de crescimento económico apesar do vírus. Vai apoiar empresas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião