Costa garante que trabalhadores do público e privado terão direitos iguais em caso de quarentena

  • Lusa
  • 2 Março 2020

Portaria do Governo vai definir que será “acionado um mecanismo corresponde ao das baixas" em caso de necessidade de quarentena. António Costa diz que o "tratamento será igual para todos”.

O Governo vai publicar uma portaria do Ministério do Trabalho para garantir que os trabalhadores, do setor público e privado, que venham a estar de quarentena devido ao novo coronavírus tenham “tratamento igual”, afirmou o primeiro-ministro.

“O tratamento será igual para todos”, afirmou António Costa em declarações aos jornalistas, após uma visita ao centro de contacto Saúde24, em Lisboa, no dia em que foram confirmados os primeiros casos de infeção, em Portugal, com o novo coronavírus (Covid-19).

O chefe do Governo afirmou que, esta segunda-feira à tarde, o ministro da Economia, Siza Vieira, está reunido com associações empresariais e que a ministra do Trabalho “tem uma portaria pronta” e que “aguarda o fim desta reunião” para a publicar.

“Aquilo que é garantindo a todos os profissionais, sejam do setor público sejam do setor privado, é que em caso de ser necessário” de uma pessoa “manter-se em casa”, será “acionado um mecanismo corresponde ao das baixas, de forma a que todos possam ter os seus direitos garantidos”, afirmou ainda.

O surto de Covid-19, detetado em dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou mais de 3.000 mortos e infetou quase 90 mil pessoas em 67 países, incluindo duas em Portugal.

Das pessoas infetadas, cerca de 45 mil recuperaram.

Além de 2.912 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas.

Um português tripulante de um navio de cruzeiros está hospitalizado no Japão com confirmação de infeção.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou os dois primeiros casos de infeção em Portugal, um homem de 66 anos e outro de 33, internados em hospitais do Porto.

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